A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (21) mais uma ofensiva da Operação Sin Tax, investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em crimes de descaminho, lavagem de dinheiro e corrupção. A ação ocorreu no Pará e em São Paulo e teve como principal foco a possível participação de um servidor público em liberações consideradas irregulares de mercadorias.
Nesta terceira etapa da operação, os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão determinados pela Justiça Federal. Quatro deles foram executados em Belém, enquanto o quinto ocorreu em território paulista.
As investigações ganharam um novo rumo após a análise de documentos, equipamentos e materiais recolhidos nas fases anteriores da operação. De acordo com a PF, os indícios levantados apontam que o grupo teria mantido as atividades ilegais mesmo após as primeiras ações policiais.

Um dos pontos investigados é o suposto uso de empresas e pessoas interpostas para esconder os verdadeiros responsáveis pelos negócios ligados ao esquema. A polícia também apura movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos informados pelos envolvidos.
Por decisão judicial, um servidor investigado foi afastado temporariamente das funções públicas. A medida foi adotada para evitar possíveis interferências na apuração e preservar o andamento das investigações.
A Operação Sin Tax teve início em 2025 e, desde então, vem ampliando o rastreamento de possíveis conexões entre empresas, operadores financeiros e agentes públicos suspeitos de participação no esquema.
Até o momento, a PF não informou se houve apreensão de valores, prisões ou novos indiciamentos nesta fase da operação.
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