Esportes

Paysandu tem atletas com quase 100 km percorridos na Série C; veja ranking

Por Giovanna Queiroz
25/06/2026 às 18:32 • 3 min
Time do Paysandu em último treino antes do embarque para Macapá-AP.

Foto: Jorge Luís Totti / Paysandu

Na campanha pelo acesso, o Paysandu aparece com atletas que se aproximam da marca de 100 km percorridos em campo na Série C do Campeonato Brasileiro. O levantamento obtido com exclusividade pela reportagem do EPOL ajuda a dimensionar a intensidade física enfrentada pelo elenco bicolor até aqui.

Mesmo com uma temporada marcada por alta exigência, um calendário que soma 35 partidas até aqui e períodos com média de até três jogos por semana, o clube sustenta campanha consistente na Terceirona. Apesar dos três títulos conquistados num intervalo de seis meses, o time bicolor se mantém concentrado no principal objetivo do ano: retornar à Série B.

Após 11 jogos, o Paysandu ocupa a 3ª colocação, com 20 pontos conquistados e 18 gols marcados, ostentando desempenho competitivo mesmo em meio à sequência intensa de partidas enfrentadas até pouco tempo atrás.

Dentro desse cenário, a carga de deslocamento dos atletas ajuda a ilustrar a regularidade e a participação dos principais nomes no modelo de jogo performado pelo Papão.

O mapeamento considera a distância total percorrida pelos jogadores ao longo das 11 rodadas da Série C. Embora nem todos os atletas tenham atuado em todas as partidas, os dados ajudam a identificar os nomes mais exigidos fisicamente neste recorte da competição.

Ranking bicolor: distância percorrida por atleta na Série C

Edilson (lateral-direito) — 94.301 m (94 km) em 11 jogos;
Marcinho (meio-campo) — 93.839 m (94 km) em 10 jogos;
Kleiton Pego (atacante) — 80.297 m (80 km) em 10 jogos;
Caio Mello (volante) — 78.128 m (78 km) em 7 jogos;
Castro (zagueiro) — 74.301 m (74 km) em 8 jogos;
Bonifazi (lateral-esquerdo) — 70.432 m (70 km) em 9 jogos;
Pedro Henrique (meio-campo) — 68.798 m (69 km) em 8 jogos;
Bruno Bispo (zagueiro) — 53.850 m (54 km) em 8 jogos;
Ítalo (centroavante) — 51.757 m (52 km) em 8 jogos;
Thalyson (atacante) — 47.299 m (47 km) em 10 jogos.

Os números reforçam a intensidade da Série C e a regularidade de utilização de parte do elenco do Paysandu, que tem apresentado desempenho consistente ao longo da competição.

Segundo o preparador físico alviceleste, Léo Cupertino, os resultados são fruto de um trabalho integrado entre os profissionais que compõem o núcleo de performance do clube, responsável por monitorar e potencializar o rendimento dos atletas ao longo da temporada.

“Quando falamos de preparação física, falamos de todo o núcleo de performance do Paysandu. São profissionais envolvidos na melhora do desempenho, cada um contribuindo dentro da sua especialidade para potencializar os atletas”, explicou.

A presença recorrente dos mesmos atletas entre os maiores índices de distância percorrida também evidencia a manutenção do padrão físico e tático da equipe, mesmo em meio a uma temporada de calendário cheio.

Para Cupertino, o baixo número de lesões e a capacidade de manter o nível de competitividade ao longo dos últimos meses refletem a eficiência do planejamento realizado desde o início do ano.

“Ficamos muito satisfeitos. Comemoramos porque passamos por cerca de quatro meses, desde o início do Campeonato Paraense, enfrentando uma sequência intensa de competições e viagens longas. Tivemos um índice mínimo de lesões e alcançamos uma performance muito positiva, principalmente nos momentos decisivos”, afirmou.

Caminhando para o fim da primeira fase da Série C, a manutenção do desempenho físico na preparação do elenco bicolor deve seguir como um dos pilares da equipe na busca pelo acesso.

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