A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou, nesta sexta-feira (8), dois casos de hantavírus e acompanha a investigação de outras 11 suspeitas da doença. Os pacientes são moradores das cidades de Ponta Grossa e de Pérola d’Oeste, cidade que faz fronteira com a Argentina, onde casos foram registrados recentemente.
De acordo com a secretaria, os casos registrados no estado não são da mesma cepa do vírus identificado em um cruzeiro que saiu da Argentina, onde houve mortes causadas pela doença. No Paraná, os pacientes foram contaminados pela cepa silvestre do hantavírus, transmitida por contato com roedores infectados. O órgão ainda afirma que a doença está sob controle no estado.
Um dos casos confirmados é de um homem de 34 anos, morador de Pérola d’Oeste, na região sudoeste do estado. O outro envolve uma mulher de 28 anos, de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Além dos dois casos confirmados, 21 suspeitas já foram descartadas pelas autoridades de saúde.
Sobre a doença
O hantavírus é uma doença transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva de ratos silvestres contaminados, onde locais fechados, empoeirados e com pouca ventilação aumentam o risco de contágio. Os primeiros sintomas costumam ser parecidos com os de uma gripe forte, incluindo febre, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar.
Não existe um medicamento específico contra o hantavírus. O tratamento é feito com acompanhamento médico e suporte hospitalar, por isso a orientação é procurar atendimento logo nos primeiros sinais da doença.
As autoridades também reforçam medidas de prevenção, como manter terrenos limpos, evitar acúmulo de lixo e entulho, armazenar alimentos corretamente e realizar limpeza úmida em locais fechados para evitar que partículas contaminadas se espalhem pelo ar.
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