Cerca de 15 mil usuários do transporte público de Belém foram impactados pela paralisação dos trabalhadores da empresa Auto Viação Monte Cristo nesta quarta-feira (29). A estimativa foi divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Belém (Sintrabel).
O protesto reúne motoristas e cobradores da empresa e teve adesão total da categoria, segundo o sindicato. A paralisação começou nas primeiras horas da manhã e atinge toda a frota operada pela companhia.
Ao todo, as linhas de ônibus impactadas são:
- Pedreira – Lomas (Lomas/Euclides da Cunha e BR-316);
- Sacramenta – Humaitá;
- Sacramenta – São Brás;
- Sacramenta – Presidente Vargas;
- e Pedreira – Nazaré.
Esta é a segunda suspensão das atividades em menos de 30 dias. Em movimento anterior, os trabalhadores haviam retomado o serviço após aceitarem uma proposta apresentada pela empresa, que incluía um cronograma de pagamentos.
Com a nova interrupção, milhares de passageiros ficaram sem atendimento e enfrentaram dificuldades para se deslocar pela capital paraense ao longo do dia.
Em nota oficial, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) informou que acompanha a paralisação e as reivindicações apresentadas pelos funcionários da empresa associada.
A entidade destacou que o transporte coletivo urbano enfrenta forte pressão de custos em todo o país. Entre os fatores citados está o aumento sucessivo do preço do óleo diesel, item que representa parcela relevante da operação do sistema.
O sindicato patronal também afirmou que a tarifa pública estaria defasada em relação ao custo real do serviço, o que, segundo a entidade, provoca desequilíbrio econômico-financeiro e compromete manutenção, investimentos e regularidade do transporte.
Ainda conforme a nota, a solução para a crise exige medidas estruturais com participação do poder público, operadores e sociedade, buscando garantir a continuidade do serviço.
O Setransbel finalizou dizendo que acompanha o caso e defende o diálogo para normalização das atividades, além de reafirmar respeito aos trabalhadores e à população usuária do sistema.
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