O Pará iniciou nesta segunda-feira, 16, a aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL) 2025, com a participação de 6.069 custodiados em 51 unidades do sistema prisional. O número representa um crescimento superior a 10% em relação ao ano passado e coloca o estado entre os que mais registram adesão à iniciativa no país.
Mais do que uma avaliação escolar, o Enem PPL tem representado, para muitos internos, a possibilidade de retomar sonhos interrompidos. Dentro das unidades penais, a prova simboliza um passo concreto rumo à reconstrução de projetos de vida e à reintegração social por meio da educação.
Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), a edição de 2025 superou a meta inicialmente prevista de inscrições. O resultado é atribuído à ampliação das políticas educacionais no sistema prisional e ao incentivo contínuo para que pessoas privadas de liberdade retornem aos estudos.
Entre os participantes estão internos que concluíram o ensino fundamental e médio já durante o período de custódia e agora enxergam no Enem uma porta de entrada para o ensino superior. Em unidades como Marituba, relatos como do Edmilton Rodrigues de Sousa, de 46 anos, apontam que a retomada dos estudos tem sido decisiva para mudanças de comportamento e de visão sobre o futuro.
“Estou tendo essa oportunidade maravilhosa, que é participar do Enem. A expectativa é a melhor possível, estou preparado para a prova e quero sair com um resultado positivo”, afirma.
Para os próximos anos, a Seap planeja ampliar o acesso à preparação para o exame, com a oferta de cursinhos e videoaulas, utilizando equipamentos fornecidos pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e parcerias com a TV Cultura do Pará. A expectativa é alcançar ainda mais participantes na edição de 2026.
Das 54 unidades penais existentes no estado, 51 aplicam as provas nesta edição. A Unidade de Reinserção de Regime Semiaberto de Santa Izabel concentra o maior número de participantes, com 635 inscritos. O Complexo Penitenciário de Marituba soma 458 inscritos, enquanto unidades de Paragominas, Santarém e Ananindeua também registram participação expressiva.
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