Pai é preso suspeito de agredir filho de 17 anos após discussão por garrafa de água em Belém - Estado do Pará Online

Pai é preso suspeito de agredir filho de 17 anos após discussão por garrafa de água em Belém

A vítima apresentou lesões visíveis em diferentes partes do corpo, incluindo orelha, mão direita, braço esquerdo e pé direito

Um homem foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira (3), em Belém, suspeito de agredir fisicamente o próprio filho, um adolescente de 17 anos. A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Pará durante a operação “Mãos que Protegem”, coordenada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) Mangueirão.

De acordo com as investigações, a agressão teria ocorrido após um desentendimento dentro de casa. Segundo a polícia, o pai teria pedido que o adolescente enchesse uma garrafa de água e, diante da demora em atender à solicitação, passou a agredi-lo com socos.

A vítima apresentou lesões visíveis em diferentes partes do corpo, incluindo orelha, mão direita, braço esquerdo e pé direito. Os ferimentos foram constatados durante o atendimento realizado pela equipe especializada da Polícia Civil.

Segundo o delegado João Castanho, diretor da Deaca Mangueirão, a versão apresentada pelo adolescente foi confirmada por testemunhas, registros fotográficos e demais elementos reunidos durante a investigação.

Além das agressões, a polícia apurou indícios de um histórico de comportamento violento por parte do investigado. Também foram levantadas informações sobre possível uso de substâncias entorpecentes e tentativas de constrangimento da vítima após o episódio.

A prisão preventiva foi autorizada pela Vara de Crimes Contra Crianças e Adolescentes da Comarca de Belém, após representação feita pela autoridade policial responsável pelo caso.

Operação reforça combate à violência contra crianças e adolescentes

Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência ao compromisso da instituição no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes, além da garantia dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Lei Henry Borel.

O mandado foi cumprido sem intercorrências. Após os procedimentos legais, o suspeito foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanecerá à disposição da Justiça.

As investigações sobre o caso seguem em andamento.

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