Ao todo, 23 prisões em flagrante e 2.602 atendimentos a mulheres foram os números da operação “Escudo Feminino”, realizada em 121 municípios do Pará ao longo de dois dias.
A mobilização ocorreu na quinta (16) e sexta-feira (17) e envolveu mais de 1,6 mil agentes de segurança pública, entre policiais civis, militares, bombeiros e servidores do sistema penitenciário.
Além das prisões, o Centro Integrado de Operações (Ciop) registrou 146 ocorrências relacionadas à ação, reforçando o volume de chamados ligados à violência contra a mulher no período.
A operação também fiscalizou 1.144 endereços de mulheres que possuem medidas protetivas, com uso de 310 viaturas em rondas ostensivas e acompanhamento de casos considerados prioritários.
Durante a divulgação do balanço, a governadora destacou o alcance da ação.
“A operação ‘Escudo Feminino’ representa a presença efetiva do Estado e a integração das nossas forças de segurança. É a maior operação já realizada no Estado para combater à violência contra a mulher. No Pará, agressor de mulher não terá espaço. Atuamos de forma preventiva e direta, garantindo proteção a quem mais precisa”, afirmou a governadora.
A ofensiva também priorizou mulheres cadastradas na plataforma “SOS Mulher 190 – Proteção Sem Palavras”, ferramenta que permite acionamento rápido da polícia sem necessidade de comunicação verbal.
O titular da Secretaria de Segurança Pública, Ed-Lin Anselmo, avaliou os resultados da mobilização.
“A integração das forças de segurança tem impacto direto na proteção das mulheres paraenses. Vamos continuar ampliando ações preventivas, fortalecendo o atendimento às vítimas e aprimorando ferramentas que garantam respostas rápidas e eficazes”, destacou.
Lançada no início de abril, a plataforma permite que mulheres previamente cadastradas sejam identificadas automaticamente ao acionar o 190, com envio imediato de equipes ao local.
“Estamos implantando uma estratégia única no Brasil de proteção às mulheres. A mensagem é clara: no Pará, nenhum tipo de violência contra a mulher será aceito. Quem ousar cometer esse tipo de crime vai responder com o rigor da lei”, afirmou a governadora Hana.
Com presença em praticamente todo o território paraense, a operação reforça o uso de tecnologia e integração entre forças de segurança no enfrentamento à violência de gênero.
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