Cidades

Operação Escudo Feminino ultrapassa 100 prisões após resgate de mulher mantida em cárcere privado no Pará

Por Estado do Pará Online
24/06/2026 às 19:52 • 2 min

Reprodução/Pc

A prisão de um homem suspeito de manter a ex-companheira em cárcere privado, em Parauapebas, marcou um dos desdobramentos mais recentes da Operação Escudo Feminino, que já ultrapassou a marca de 100 prisões no Pará. A vítima foi encontrada durante uma ação realizada na última semana e, segundo as autoridades, apresentava sinais de agressão.

O caso veio à tona após equipes que participavam da terceira fase da Operação Escudo Feminino localizarem a mulher durante uma ação de fiscalização e acompanhamento de medidas protetivas. De acordo com o relato da vítima, ela estava há cerca de uma semana sem poder deixar o imóvel onde era mantida pelo ex-companheiro.

Após o resgate, a Polícia Civil iniciou buscas para localizar o suspeito, que acabou preso nesta segunda-feira (22). O caso chamou atenção pela situação em que a mulher foi encontrada e passou a simbolizar uma das ocorrências mais graves identificadas durante a operação.

Criada para reforçar o combate à violência contra a mulher, a Operação Escudo Feminino mobiliza forças de segurança em diferentes regiões do estado. As ações incluem visitas de acompanhamento, fiscalização de medidas protetivas, atendimento às vítimas e cumprimento de mandados contra suspeitos de violência doméstica.

Desde o início da operação, os números mostram a dimensão do problema enfrentado diariamente pelas autoridades. Na primeira fase, realizada em abril, foram registradas 23 prisões. Em maio, outras 41 pessoas foram presas durante a segunda etapa. Já na terceira fase, encerrada na última semana, foram contabilizadas mais 40 prisões.

Além das prisões, cerca de 4,8 mil mulheres receberam algum tipo de atendimento ou acompanhamento ao longo das três fases da operação. Os dados refletem a demanda por ações de proteção e apoio às vítimas em diferentes municípios paraenses.

Com o encerramento da terceira etapa, os trabalhos de enfrentamento à violência contra a mulher seguem sendo realizados pelas forças de segurança, enquanto casos como o de Parauapebas continuam sob investigação.

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