O raio-X dos estrangeiros no Remo na temporada 2026 - Estado do Pará Online

O raio-X dos estrangeiros no Remo na temporada 2026

Entre 10 gringos no elenco, apenas Tchamba e Picco sustentam desempenho técnico consistente; maioria perdeu espaço ou não correspondeu

O raio-X dos estrangeiros no Remo na temporada 2026
Samara Miranda / Remo

O Clube do Remo apostou forte no mercado internacional no início da temporada 2026. Ao todo, 10 jogadores estrangeiros compõem o elenco azulino. A ideia era agregar experiência, intensidade e repertório técnico.

Na prática, porém, apenas dois nomes conseguem ser avaliados como destaques positivos até aqui: Duplexe Tchamba e Leonel Picco. O restante oscila, perdeu espaço ou simplesmente não conseguiu justificar o investimento.

Tchamba: regularidade e imposição defensiva

O zagueiro camaronês é, hoje, o estrangeiro mais seguro do elenco. São 7 jogos como titular no Brasileirão, média de 89 minutos por partida e presença constante na equipe principal. Defensivamente, os números sustentam a boa impressão:

  • 7 cortes por jogo
  • 1 desarme e 1 interceptação por partida
  • 80% de aproveitamento nos duelos aéreos
  • Nenhum erro que resultou em finalização ou gol

Tchamba se destaca pelo bom posicionamento, leitura de jogo e força física. Ganha tanto por cima quanto por baixo e transmite estabilidade em um sistema defensivo que sofreu 18 gols na Série A. Não é um zagueiro construtor, mas é competitivo. Em um elenco que oscila, virou peça confiável.

Tchamba
Raul Martins/ Remo

Leonel Picco: o motor do meio, mas foi para o banco

Picco é, estatisticamente, um caso raro no Brasileirão. É o único jogador da competição com pelo menos 20 desarmes e 15 interceptações. São 21 desarmes e 16 interceptações em 9 jogos, números que evidenciam impacto direto na recuperação de bola.

Entretanto, não foi utilizado no último jogo contra o Vasco e, quando perguntando o motivo de não colocar o volante em campo, Léo Condé falou em merecimento, optando por Zé Ricardo e Zé Welisson.

Samara Miranda / Remo

Entre os outros oito estrangeiros, o cenário é irregular.

Diego Hernández é conhecido da torcida, mantém entrega, mas não consegue sequência como titular. Na temporada soma 11 jogos, sendo 4 no Brasileirão, e uma assistência.

Samara Miranda / Remo

Cristian Tassano tem sido utilizado majoritariamente no time alternativo e soma apenas 6 partidas na temporada. Sem Parazão e Copa Verde, deve seguir sem atuar.

Estrangeiros do Remo
Raul Martins / Remo

Franco Catarozzi chegou com expectativa maior, mas atuou pouco (173 minutos no total) e não se firmou. Ninguém nem lembra que está no elenco. O uruguaio entrou em campo em 4 jogos, sendo três no Parazão e um na Série A. Atuou pela última vez no dia 1⁰ de março, na primeira partida da final do Parazão.

Samara Miranda / Remo

Nico Ferreira, que marcou dois gols no estadual, perdeu espaço inclusive no time B e tem futuro incerto no Baenão. Dos 26 do Leão no ano, esteve em campo somente em 10 e marcou dois gols.

Nico Ferreira
Samara Miranda / Remo

O grego Panagiotis Tachtsidis praticamente desapareceu das escalações após o início do ano. Peça importante em 2025, não conseguiu se firmar com os técnicos nesta temporada. Último jogo foi 15 de fevereiro, atuando em apenas 5 jogos no ano.

Samara Miranda / Remo

Cufré, contratado para assumir a lateral-esquerda, teve chances, segue sendo usado no Time B, mas não convenceu até agora. São 8 jogos no ano e um gol marcado.

Samara Miranda / Remo

Rafael Monti, que veio com status de goleador, ainda não marcou, nem no banco do time B é escalado. Na temporada pelo Leão Azul são 6 jogos e apenas uma assistência.

Samara Miranda / Remo

João Pedro, herói do acesso, começou como titular, mas perdeu espaço sob comando de Léo Condé. Jogou apenas 11 minutos nos últimos 6 jogos. Tem 3 gols e 1 assistência no ano.

Samara Miranda / Remo

Balanço: custo alto, retorno baixo

A presença de 10 estrangeiros no elenco sugere estratégia de qualificação técnica. Contudo, o impacto coletivo é limitado. Com exceção de Tchamba e Picco, o grupo estrangeiro não elevou o nível competitivo do time. Em uma temporada de instabilidade, isso pesa. Se a diretoria optar por enxugar o elenco após o fim das competições regionais, o setor internacional será inevitavelmente analisado com lupa.

Leia também :

Léo Condé busca respostas em meio à pressão; números jogam contra