A secretária municipal de Saúde de Belém, Dyjane Amaral, veio a público esclarecer as denúncias sobre uma suposta interrupção no atendimento de neurologia no Hospital Pronto Socorro Mário Pinotti (PSM da 14), no bairro do Umarizal.
Segundo a gestora, apesar de um impasse com a empresa responsável pelo serviço em meados de março, o atendimento de urgência e emergência nunca deixou de ser realizado na unidade.
Impasse contratual travou pagamentos
De acordo com Amaral, o problema teve início no dia 13 de março, quando a empresa suspendeu as atividades alegando atrasos nos repasses financeiros. A secretária destacou que a ausência de um contrato formal dificultou a regularização imediata dos pagamentos.
“Não existe contratualização formal com a empresa, então nem ele tem como me cobrar certas coisas e nem eu tenho como cobrar certas coisas dele”, explicou.
Ela acrescentou que os pagamentos são feitos de forma indenizatória, após análise administrativa, o que exige um processo mais rigoroso e demorado.
Pacientes foram atendidos e transferidos
A secretária reforçou que o PSM da 14 é uma unidade de porta aberta para casos graves e que pacientes com necessidade de acompanhamento especializado ou leitos de UTI são encaminhados para hospitais de retaguarda.
Desde o início do impasse, 23 pacientes com demandas neurológicas foram atendidos. A maioria foi transferida para unidades como Ordem Terceira, Beneficente Portuguesa e Hospital Universitário Barros Barreto.
“Em momento nenhum faltou o atendimento de urgência e emergência. Quando há necessidade de neurologista, o profissional é acionado para realizar o atendimento”, garantiu.
Novo contrato já está em vigor
Para resolver definitivamente a situação, a Prefeitura de Belém firmou uma contratação emergencial com uma nova empresa responsável pelo serviço de neurologia.
Segundo Dyjane Amaral, as equipes já estão atuando normalmente no PSM da 14 e o atendimento encontra-se estabilizado.
Até o momento da declaração, apenas cinco pacientes aguardavam transferência para unidades de suporte. A secretária também assegurou que não há falta de medicamentos e que o serviço segue sendo monitorado diariamente.
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