Cidades

Mulher trans denuncia transfobia após ser impedida de usar banheiro no Mercado de São Brás

Segundo a denúncia, funcionária teria alegado que a restrição seguia uma orientação da empresa que administra o mercado

Por Elielson Almeida
20/08/2026 às 12:08 • 2 min

Mulher trans afirma que foi impedida de acessar o banheiro feminino e classifica a situação como vexatória e humilhante. (Foto: arquivo pessoal)

A design de Moda e multiartista Maria Cecília, mulher trans, denunciou um caso de transfobia ocorrido na noite da última terça-feira (18), no Mercado de São Brás, um dos principais espaços culturais e turísticos de Belém. Segundo o relato, ela foi impedida de utilizar o banheiro feminino por uma funcionária do estabelecimento, que teria alegado que a restrição seguia ordens da empresa.

“Eu fui impedida de utilizar o banheiro feminino, simplesmente pelo fato de eu ser quem eu sou”, afirmou Maria Cecília.

Segundo ela, a situação foi vexatória e humilhante e fez com que se sentisse como se não tivesse o direito de estar naquele espaço. De acordo com o relato, a funcionária teria informado que a determinação seria da empresa e orientado Maria Cecília a procurar uma encarregada caso quisesse questionar a decisão. A mulher afirmou que não reagiu no momento e deixou o local bastante abalada.

Após o episódio, Maria Cecília procurou integrantes de movimentos LGBTI de Belém, entre eles pessoas ligadas ao GRETA e ao movimento LGBTI do Estado, para receber orientação sobre as providências que poderiam ser tomadas. Na sequência, Maria Cecília foi até a Delegacia de Combate a Crimes Discriminatórios e Homofóbicos, onde registrou um boletim de ocorrência sobre o episódio.

Segundo ela, um novo atendimento está previsto para o dia 15 de setembro, quando deverá retornar à delegacia para acompanhar os próximos encaminhamentos do caso.

Ao falar sobre o episódio, Maria Cecília afirmou que situações como essa ainda fazem parte da realidade enfrentada por pessoas trans. “Continuam tirando o nosso direito de estar em locais que nos pertencem também”, declarou. Ela também afirmou que pretende continuar denunciando situações de discriminação. “

Mas a gente vai resistir, a gente não vai ter vergonha de resistir”, disse.

O Estado do Pará Online procurou a Prefeitura de Belém para saber o posicionamento sobre a denúncia e se existe alguma orientação interna relacionada ao uso dos banheiros por pessoas trans, mas até o fechamendo desta reportagem não houve retorno.

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