O basquete brasileiro perdeu nesta sexta-feira (17) um dos maiores símbolos. Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, após passar mal em casa e ser encaminhado ao Hospital Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.
Conhecido como “Mão Santa”, o ex-ala construiu uma das carreiras mais longevas e vitoriosas do esporte mundial, tornando-se referência dentro e fora das quadras.
Nascido em Natal (RN), em 1958, Oscar iniciou a trajetória ainda jovem e rapidamente se destacou pelo arremesso preciso. Atuou por 26 anos como profissional e defendeu clubes no Brasil, Itália e Espanha.
Com a camisa da Seleção Brasileira, participou de cinco Olimpíadas, de Moscou 1980 a Atlanta 1996, e se tornou o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos. Também disputou três Mundiais e conquistou o ouro histórico nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, na emblemática vitória sobre os Estados Unidos.
Ao longo da carreira, acumulou 49.973 pontos, marca que o colocou por décadas como maior cestinha da história do basquete mundial. Foi incluído no Hall da Fama da FIBA, em 2010, e no Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, nos Estados Unidos, em 2013.
Mesmo escolhido no Draft da NBA em 1984, recusou atuar na liga norte-americana para manter o direito de defender a Seleção Brasileira, decisão que reforçou ainda mais a identificação com o país.
Desde 2011, Oscar enfrentava um câncer no cérebro. Nos últimos anos, dedicava-se a palestras motivacionais e aparições públicas, compartilhando experiências dentro e fora das quadras.
A morte do “Rei do Basquete” encerra um capítulo marcante da história do esporte nacional, mas seu legado permanece como símbolo de talento, dedicação e amor à camisa verde e amarela.
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