Moradores, trabalhadores e empresários realizam um protesto na tarde desta terça-feira (31) e interditam trechos da Alça Viária, no município de Marituba, na Região Metropolitana de Belém. A manifestação ocorre contra a forma como estão sendo executadas as obras de duplicação da rodovia PA-150.
Segundo os organizadores do movimento, a instalação de muretas ao longo da via tem causado impactos diretos no funcionamento de empresas instaladas às margens da rodovia. De acordo com os manifestantes, as estruturas estão impedindo manobras de caminhões e carretas, dificultando o acesso a oficinas, lojas e galpões logísticos, o que pode levar à paralisação das atividades e até demissões.
Durante o protesto, os participantes reivindicaram a revisão do projeto, com a implantação de saneamento adequado, criação de aberturas estratégicas nas muretas e construção de retornos específicos para veículos pesados. “Queremos um saneamento correto, aberturas estratégicas e retorno para caminhões e carretas”, afirmaram representantes do movimento.
Empresários relatam que áreas antes utilizadas para manobra de veículos foram eliminadas com o avanço das obras, tornando inviável o atendimento a clientes e a operação diária dos negócios. Segundo eles, a situação coloca empregos em risco e ameaça o fechamento de empresas que dependem diretamente do acesso rodoviário.
Além dos impactos econômicos, moradores também apontam prejuízos à mobilidade urbana. Conforme os relatos, os retornos foram posicionados a longas distâncias e há apenas uma faixa destinada à travessia de pedestres entre os dois lados da rodovia, o que aumenta o risco para quem precisa circular diariamente pela região.
Outro ponto criticado pelos manifestantes é a falta de diálogo prévio. Empresários afirmam que receberam notificações apenas no fim de outubro de 2025, relacionadas a análises estruturais, sem apresentação clara dos impactos completos da obra ou discussão sobre alternativas para minimizar prejuízos.
Os participantes também questionam a ausência de planejamento adequado em relação à drenagem, iluminação e sinalização da via, levantando preocupações sobre segurança e funcionalidade após a conclusão da duplicação.
Diante do cenário, os organizadores do protesto pedem soluções imediatas e abertura de diálogo com o poder público. “Exigimos soluções urgentes, diálogo e responsabilidade com quem mantém a economia e vive diariamente nessa região”, declarou o grupo durante a manifestação.
A reportagem entrou em contato com o Governo do Pará e com a Secretaria de Estado de Obras Públicas e aguarda um posicionamento oficial.
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