O Ministério Público do Estado de São Paulo pediu a prisão preventiva do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. A solicitação foi feita pelo promotor Alan Carlos Reis Silva e divulgada nesta quarta-feira (20).
Segundo o Ministério Público, o artista responde a um processo por disparo de arma de fogo e também é investigado por outros crimes, entre eles tentativa de homicídio contra policiais civis do Rio de Janeiro, lavagem de dinheiro e suposto envolvimento com o Comando Vermelho.
Pedido cita dificuldade para localização do artista
No documento, o Ministério Público afirma que Oruam estaria foragido, o que, segundo o órgão, dificultaria o andamento do processo e o eventual cumprimento de uma condenação judicial. De acordo com a investigação, o caso envolvendo o disparo de arma aconteceu em dezembro de 2024, durante uma festa realizada na cidade de Igaratá. O MP afirma que o rapper teria efetuado um disparo com uma espingarda em meio ao evento, na presença de várias pessoas.
Ainda segundo os investigadores, imagens da situação teriam sido gravadas e posteriormente publicadas nas redes sociais.
Além do processo em São Paulo, Oruam já havia sido denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por crimes relacionados à organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o rapper seria beneficiário de um esquema ligado ao Comando Vermelho, utilizando a carreira musical para ocultar a origem de recursos ilícitos obtidos pela facção.
Até o momento, a defesa do artista não se pronunciou publicamente sobre o pedido de prisão preventiva.
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