Márcio Miranda decidiu não disputar as próximas eleições e passou a reforçar a articulação política do grupo de Chicão e Hana Ghassan. Segundo informações de bastidor, ele já participou de reuniões nesta quinta-feira (02), na Alepa, e deve atuar na coordenação política do projeto, ampliando o peso estratégico da aliança.
De adversário a articulador
O movimento chama atenção porque Miranda já esteve no campo oposto ao do grupo Barbalho. Em 2018, ele foi candidato ao governo do Pará e disputou o segundo turno contra Helder Barbalho. Naquele pleito, também ocupava a presidência da Assembleia Legislativa, cargo que ajudou a consolidar seu peso político no estado.
Agora, fora da disputa direta, Márcio passa a atuar na costura política de um grupo que tenta ganhar densidade para o próximo ciclo eleitoral. A entrada dele reforça um núcleo que já tem peso institucional e capilaridade partidária, especialmente no entorno de Chicão e Hana, nomes centrais nas articulações para a próxima eleição.
Rearranjo no tabuleiro
Nos bastidores, Márcio já teria mostrado força ao ajudar na migração de nomes do antigo grupo ligado ao PRD para o Republicanos, movimento visto como parte do rearranjo político em curso no Pará. A avaliação entre aliados é que, mesmo sem entrar na urna, ele segue com capacidade de articulação e influência sobre lideranças e formação de chapa.
A chegada de um ex-adversário histórico do barbalhismo ao entorno de Chicão e Hana também expõe a velocidade das recomposições políticas no estado. Num cenário ainda em formação, Márcio Miranda troca o papel de candidato pelo de articulador e passa a apostar no fortalecimento desse novo campo político.
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