Esportes

Marcelo Sant’Ana detalha próximos passos do Paysandu

Executivo de futebol assume responsabilidade após queda de Júnior Rocha e diz que time bicolor ainda pode reagir

Por Giovanna Queiroz
14/09/2026 às 10:14 • 4 min
Marcelo Sant'anna

Foto: Jorge Luís Totti / Paysandu

Após a demissão de Júnior Rocha, o executivo de futebol Marcelo Sant’Ana confirmou que a prioridade da diretoria é encontrar um substituto e apontou a faixa de nove a dez pontos como uma pontuação capaz de recolocar o clube na disputa pelo acesso à Série B.

A decisão pela mudança no comando técnico foi tomada após a derrota para a Ferroviária, que deixou o Papão sem pontos depois das duas primeiras rodadas do quadrangular. Segundo Sant’Ana, a diretoria optou pela interrupção do trabalho diante da nova oscilação apresentada pela equipe em um momento determinante da temporada.

“Não é a situação ideal. Agora você tem que trabalhar dentro do contexto das possibilidades que você tem para buscar atingir o seu objetivo. […] Vamos agora buscar, nessa mexida, fazer a diferença nesses quatro jogos”, afirmou.

Apesar de Ignácio Neto, auxiliar permanente do clube, assumir a transição, a intenção é contratar um treinador para a sequência do quadrangular. O executivo afirmou que a diretoria começaria imediatamente a avaliar profissionais disponíveis no mercado.

“A prioridade é a contratação de um novo treinador, entendendo esse momento. E é isso que a gente vai, nesse primeiro momento, buscar”, explicou.

A mudança acontece depois de aproximadamente dez meses de trabalho de Júnior Rocha no Paysandu. Contratado ainda em 2025, o treinador iniciou a pré-temporada em dezembro e comandou o clube em 43 partidas. No período, conquistou três títulos e levou a equipe à fase decisiva da Série C.

Sant’Ana reconheceu o peso de encerrar o trabalho a apenas quatro partidas do fim do quadrangular, mas afirmou que a diretoria entendeu que ainda havia espaço para uma intervenção na tentativa de mudar o cenário da equipe.

“Decisão difícil. Eu sou o primeiro responsável como executivo de futebol do Paysandu. A gente sabe a pressão e a responsabilidade que é trabalhar no Paysandu, a grandeza do clube. […] É buscar fazer o que, dentro do nosso alcance, ainda é possível ser feito para que a gente busque esse acesso à Série B do Campeonato Brasileiro”, disse.

Com quatro jogos pela frente, dois em Belém e dois fora de casa, o Paysandu terá 12 pontos ainda em disputa. Para Marcelo Sant’Ana, a situação é difícil, mas há margem para reação. O executivo lembrou campanhas anteriores e projetou a pontuação que considera capaz de deixar o clube em condições de conquistar uma das vagas.

“Já teve clubes aí no ano passado, por exemplo, que subiram com sete, oito pontos. A gente sabe que nove e dez é uma pontuação onde você passa a ter mais chance de acesso do que probabilidade de insucesso. Então, a gente tem dentro da matemática essa possibilidade ainda”, explicou.

Para chegar aos nove pontos mencionados pelo dirigente, o Papão precisaria, por exemplo, conquistar três vitórias nas quatro partidas restantes. Para atingir dez, seriam necessárias três vitórias e um empate.

Além da mudança técnica, Sant’Ana cobrou responsabilidade coletiva pelo momento vivido pelo clube. Para o executivo, diretoria, comissão e jogadores precisam assumir a parcela que lhes cabe na tentativa de recuperação.

“A responsabilidade é de todos. Minha, enquanto executivo de futebol, da comissão técnica também, dos atletas. Agora, nessa reta final, faltam quatro partidas para o objetivo do acesso. Não adianta a gente querer se eximir de responsabilidade, apontar mais para um, para o outro”, declarou.

O dirigente também destacou o equilíbrio das partidas disputadas no quadrangular e afirmou que a troca no comando busca provocar uma mudança principalmente no aspecto anímico do elenco e da torcida.

“Vamos buscar mexer com o anímico dos jogadores, o anímico da torcida, para que a gente consiga, repito, dois jogos em Belém, dois jogos fora, fazer a nossa pontuação”, completou.

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