Brasil

Lula e Janja recebem Leonardo DiCaprio no Palácio do Planalto

Ator e ambientalista esteve acompanhado de representantes da organização Re; encontro abordou mudanças climáticas, proteção ambiental, bioeconomia e povos indígenas

Por Ludmila Viana
02/09/2026 às 21:33 • 3 min

Foto: Ricardo Stuckert

A preservação ambiental foi o ponto central de uma conversa que reuniu, nesta quarta-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira-dama Janja da Silva e o ator e ambientalista Leonardo DiCaprio, no Palácio do Planalto. O encontro durou cerca de 40 minutos e teve entre os assuntos os impactos das mudanças climáticas e as ações do governo brasileiro voltadas à proteção ambiental.

Durante a conversa, DiCaprio contou a Lula sobre sua primeira visita ao Xingu, há 25 anos, e falou sobre a amizade com o cacique Raoni.

O ator participou da reunião acompanhado de representantes da Re:wild, organização ambiental sem fins lucrativos fundada em 2021 com a participação de DiCaprio. A entidade atua na restauração de ecossistemas e na proteção de espécies ameaçadas de extinção, em parceria com comunidades indígenas, governos e cientistas.

Após o encontro, Janja afirmou que também conversou com DiCaprio sobre a participação das mulheres na preservação dos territórios e sobre como a bioeconomia pode contribuir para a geração de trabalho, renda e desenvolvimento sem comprometer a natureza.

No Pará, caso de Alter do Chão marcou relação de DiCaprio com o Brasil

A relação do ator com questões ambientais no Brasil também esteve no centro de uma polêmica em 2019, envolvendo o Pará. Naquele ano, o então presidente Jair Bolsonaro acusou, sem apresentar provas, DiCaprio e a organização WWF de financiarem queimadas na Amazônia.

As declarações ocorreram após a prisão de quatro brigadistas em Alter do Chão, no Pará, investigados pela Polícia Civil sob suspeita de provocar incêndios na região com o objetivo de obter doações.

O caso provocou reação de entidades ambientalistas que apoiavam o trabalho dos brigadistas. Na ocasião, o Ministério Público do Pará informou que não havia indícios de envolvimento deles nas queimadas e afirmou que também investigava a atuação de grileiros na região. O responsável pela investigação da Polícia Civil foi afastado, enquanto a Justiça do Pará determinou a soltura dos quatro brigadistas.

As declarações de Bolsonaro repercutiram internacionalmente. Veículos internacionais noticiaram as acusações e destacaram que o então presidente não apresentou provas para sustentar as afirmações contra DiCaprio.

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