Internacional

Lula diz que Trump deve respeitar soberania do Brasil e não interferir nas eleições

Por Estado do Pará Online
18/06/2026 às 07:35 • 2 min
Presidente Lula

Marcelo Camargo/Ag. Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve respeitar a soberania brasileira e não interferir nas eleições do país. A declaração foi feita durante entrevista coletiva após a Cúpula do G7, realizada em Évian, na França.

Lula disse que Trump tem o direito de manifestar preferência política por integrantes da família Bolsonaro, mas ressaltou que isso não deve resultar em interferência no processo eleitoral brasileiro.

“Por mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro – do pai, do filho, do neto. Não tenho nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições no Brasil”, afirmou.

O presidente acrescentou que as eleições brasileiras dizem respeito exclusivamente ao Brasil, assim como as eleições norte-americanas são um assunto interno dos Estados Unidos.

“A única coisa que eu quero é respeito pelo Brasil, assim como eu tenho pelos Estados Unidos”, declarou.

Lula também afirmou que, caso Trump conheça o Brasil apenas pela relação com a família Bolsonaro, ele teria uma visão limitada do país. Segundo o presidente brasileiro, espera que o líder norte-americano respeite a soberania nacional e o “código de ética entre as nações”.

Declaração foi resposta a fala de Trump

As declarações ocorreram após Trump afirmar, também durante entrevista no G7, que o Brasil vive um momento de instabilidade política e comentar a situação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Segundo Trump, haveria uma tentativa de prisão do parlamentar, afirmando que as autoridades brasileiras estariam “jogando pesado”.

Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. De acordo com a decisão, ele atuou nos Estados Unidos para defender medidas econômicas contra o Brasil com o objetivo de pressionar o STF e influenciar o julgamento envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

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