Política

Lula diz que recebeu Vorcaro no Planalto e afirma: “Virou banqueiro no governo Bolsonaro e prisioneiro no meu”

Presidente afirmou que encontro durou cerca de meia hora e ocorreu após então responsável pelo Banco Master alegar que instituição estava sendo perseguida

Por Daniel Vinagre
11/09/2026 às 12:25 • 2 min

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Lula PT), detalhou em entrevista concedida ao SBT Brasil nesta quinta-feira (10) as circunstâncias em que recebeu Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, no Palácio do Planalto. O encontro ocorreu antes de as irregularidades e o colapso da instituição financeira se tornarem públicos.

Segundo ele, a audiência durou cerca de 30 minutos e foi solicitada pelo próprio empresário, que alegava estar sofrendo perseguição no mercado financeiro.

Lula afirmou ter garantido ao banqueiro que o Banco Master seria submetido a fiscalizações e auditorias dentro dos critérios técnicos e da seriedade adotados pelos órgãos de controle do Estado brasileiro.

“O que eu disse concretamente é o seguinte: você vai ser investigado com a seriedade que nós investigamos todo mundo. Se você tiver errado, você vai pagar — e pagou. Ele efetivamente fez o maior rombo no sistema financeiro brasileiro, de R$ 60 bilhões”, declarou o presidente durante a entrevista conduzida pelas jornalistas Basília Rodrigues e Marina Demori.

Contraponto com a gestão anterior

Ao analisar o histórico da instituição e a atuação das autoridades em sua gestão, o presidente enfatizou a diferença na aplicação das regras de fiscalização bancária em relação ao governo de seu antecessor, Jair Bolsonaro.

“O banco foi criado no governo Bolsonaro, foi fechado no meu governo. O Vorcaro virou banqueiro no governo Bolsonaro e virou prisioneiro no meu governo. Mas eu não posso fazer [o papel da Justiça] porque não sou delegado, nem promotor, nem procurador, nem juiz. Sou apenas o presidente da República que zelo para que a sociedade brasileira seja respeitada”, declarou.

Lula citou ainda que o impacto das apurações atingiu operações que envolviam o BRB (Banco de Brasília), ressaltando que o Banco Central e os órgãos de controle atuaram no momento em que as fraudes foram constatadas, culminando na liquidação do Banco Master e nas prisões decorrentes das investigações.

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