Cidades

Lucas Magalhães se manifesta após julgamento do caso Yasmin e publica: ‘Deus é fiel’

Empresário foi condenado a 4 anos e 10 meses por porte ilegal e disparo de arma de fogo, mas foi absolvido das acusações relacionadas à morte da estudante.

Por Alexandre Alencar
27/08/2026 às 14:01 • 4 min

(Foto: reprodução)

Lucas Magalhães de Souza fez a primeira manifestação pública após o julgamento do caso Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo. Nas redes sociais, o empresário publicou uma mensagem curta após deixar o Fórum Criminal de Belém: “Deus é fiel!”.

A publicação ocorreu depois de Lucas ser condenado pelo Tribunal do Júri de Belém, na terça-feira (25), a 4 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de porte ilegal e disparo de arma de fogo.

Apesar da condenação, os jurados absolveram o empresário das acusações relacionadas à morte de Yasmin e de fraude processual. A decisão também assegurou a Lucas o direito de recorrer em liberdade.

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Caso Yasmin

O nome de Lucas Magalhães ganhou destaque no noticiário paraense após o desaparecimento de Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo, em 12 de dezembro de 2021. Na época, a estudante de Medicina Veterinária e influenciadora, de 21 anos, participava de um passeio de lancha pelo rio Maguari, em Belém.

Lucas era o proprietário e condutor da embarcação. Yasmin desapareceu durante o passeio e seu corpo foi localizado no dia seguinte, nas proximidades de uma marina em Icoaraci. A perícia apontou afogamento como causa da morte.

De acordo com as investigações, outras 18 pessoas estavam na lancha. O caso envolveu relatos sobre excesso de passageiros, ausência de equipamentos adequados de salvamento e disparos de arma de fogo durante o passeio.

Após a conclusão do inquérito, em novembro de 2022, Lucas e outras seis pessoas foram indiciados. O empresário respondia por homicídio com dolo eventual, fraude processual, porte ilegal e disparo de arma de fogo.

Lucas chegou a ser preso preventivamente naquele mês e permaneceu custodiado até março de 2023, quando o Tribunal de Justiça do Pará concedeu habeas corpus e substituiu a prisão por medidas cautelares. Desde então, ele respondia ao processo em liberdade.

Júri durou cerca de 14 horas

O julgamento aconteceu no Fórum Criminal de Belém e se estendeu por aproximadamente 14 horas. Durante a sessão, o Ministério Público deixou de defender a acusação de homicídio com dolo eventual e pediu que o caso fosse enquadrado como homicídio culposo.

Ao final, os sete jurados decidiram pela absolvição de Lucas nas acusações referentes à morte de Yasmin e à fraude processual.

Por outro lado, o conselho de sentença considerou o empresário responsável pelos crimes de porte ilegal e disparo de arma de fogo. A sentença apontou que ele mantinha uma arma municiada em uma embarcação com grande quantidade de pessoas, em um contexto de consumo de bebidas alcoólicas.

Os disparos foram classificados na decisão como exibicionistas e capazes de aumentar os riscos para os passageiros da lancha.

Além da pena de 4 anos e 10 meses de reclusão, Lucas foi condenado ao pagamento de 300 dias-multa. Ele deixou o Fórum sem ser preso e poderá recorrer em liberdade.

Empresário também ficou conhecido pelos “paredões”

Antes de o caso Yasmin ganhar repercussão, Lucas Magalhães já era conhecido no Pará por atuar com equipamentos de som automotivo de grande porte utilizados em festas e praias.

Um dos equipamentos associados ao empresário é o “Paredão L. Magalhães”, uma carretinha de som que chamou atenção em julho de 2022, quando ficou atolada na praia do Atalaia, em Salinópolis. Na ocasião, o equipamento precisou ser retirado com auxílio de máquinas antes da chegada da maré.

Em julho de 2024, Lucas voltou a ser citado em uma ação judicial que buscava impedir festas com paredões e carretinhas de som nas praias do Atalaia e Farol Velho. A Justiça estabeleceu multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento. Nos autos, o evento relacionado ao empresário aparecia identificado como “Paredão Magalhães”.

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