Internacional

Instrutor de voo salta de avião em pleno ar e abandona aluna durante treinamento

Por Felipe Borges
08/07/2026 às 08:57 • 3 min

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um voo de instrução terminou em tragédia no último sábado (4), na província de Córdoba, na Argentina. O instrutor de voo Leandro Andrés Bertazzo, de 42 anos, morreu após saltar de uma aeronave durante um treinamento. A aluna que o acompanhava permaneceu sozinha no comando do avião, acionou a equipe em solo e conseguiu pousar a aeronave em segurança.

Bertazzo trabalhava havia quatro anos como instrutor na escola Flying Parrot Córdoba e também era piloto de linha aérea. Na manhã do mesmo dia, ele já havia realizado outro voo de treinamento sem registrar qualquer intercorrência.

A estudante, de 22 anos, já possuía licença de piloto privado, mas ainda acumulava poucas horas de voo. Por isso, participava de um treinamento supervisionado por um instrutor.

Aluna manteve o controle da aeronave após salto do instrutor

Segundo o relato da jovem à direção da escola, durante o voo Bertazzo pediu que ela mantivesse a aeronave na rota prevista. Em seguida, retirou os fones de ouvido, organizou seus pertences, desafivelou o cinto de segurança, abriu a porta do avião e saltou.

O diretor da Flying Parrot Córdoba, Eduardo Álvarez, detalhou a sequência dos acontecimentos. “Em um momento, ele disse para ela manter o voo. Tirou os fones de ouvido, guardou seus pertences, desafivelou o cinto, abriu a porta e se lançou”, afirmou.

Mesmo diante da situação, a estudante conseguiu manter o controle do Cessna C-150, comunicou o ocorrido à equipe em solo e realizou o pouso sem incidentes.

Após receber o alerta, integrantes da escola iniciaram as buscas pelo instrutor. O corpo foi localizado pouco tempo depois em uma área rural do município de Toledo, na região de Río Segundo. Equipes de emergência foram acionadas e confirmaram a morte no local.

Escola afirma que piloto não apresentou sinais de comportamento incomum

De acordo com Álvarez, nenhum colega percebeu qualquer indício de que Bertazzo pudesse tomar aquela decisão. “Ninguém conseguiu perceber que ele tomaria essa decisão. Evidentemente havia algo em seu estado psicológico”, declarou.

O diretor também afirmou que a escola só tomou conhecimento após a tragédia de que o instrutor havia buscado atendimento em uma instituição neuropsiquiátrica. “Só depois do ocorrido soubemos que ele havia passado por um instituto neuropsiquiátrico. Apenas a família conhecia essa situação”, disse.

Além de atuar como instrutor, Bertazzo possuía experiência como piloto comercial. O caso segue sob investigação da Justiça Federal de Córdoba, responsável por apurar as circunstâncias do ocorrido.

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