Cidades

Gasolina fica mais cara em Belém e preço do litro já ultrapassa R$ 7

Levantamento do Dieese-PA aponta alta no preço médio da gasolina no Pará; no estado, litro varia entre R$ 5,97 e R$ 7,70.

Por Estado do Pará Online
30/07/2026 às 15:37 • 2 min
Preço da gasolina sobe e chega a R$6,79 em postos do Pará.

Divulgação

Motoristas de Belém voltaram a sentir no bolso um novo aumento no preço da gasolina. Em menos de uma semana, o valor do combustível subiu em diversos postos da capital paraense e, em alguns estabelecimentos, o litro já ultrapassa os R$ 7.

A alta acompanha a tendência registrada em todo o Pará. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), com base em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina comum no estado passou de R$ 6,54 para R$ 6,60 por litro entre as semanas de 12 a 18 e 19 a 25 de julho, representando um aumento de 0,92%.

Diferença entre cidades chega a 29%

O estudo mostra que o preço da gasolina segue elevado e apresenta grande variação entre os municípios paraenses.

Na semana de 19 a 25 de julho, o litro da gasolina comum foi encontrado entre R$ 5,97 e R$ 7,70, uma diferença de R$ 1,73 por litro, equivalente a cerca de 29% entre o menor e o maior preço praticados no estado.

Segundo o Dieese-PA o aumento é resultado de uma combinação de fatores econômicos e logísticos.

Entre os principais motivos estão os reajustes ao longo da cadeia de distribuição e revenda, as oscilações das cotações internacionais do petróleo, a variação do dólar e os custos de transporte e logística, que têm impacto ainda maior no Pará devido às grandes distâncias e às dificuldades de abastecimento em diversas regiões.

Interior registra valores mais altos

O levantamento do Dieese também aponta que as diferenças na concorrência entre os municípios contribuem para manter os preços mais elevados em diversas cidades do interior do Pará.

Em muitos casos, o consumidor do interior paga mais pelo combustível do que os motoristas da Região Metropolitana de Belém, reflexo dos maiores custos operacionais e logísticos enfrentados pelas distribuidoras e revendedores.

Leia também:

WhatsApp