Brasil

Forças de segurança barram megacarga de cocaína na fronteira brasileira

Por Estado do Pará Online
22/06/2026 às 09:07 • 3 min

Créditos: divulgação/ Receita Federal

Uma megaoperação de cooperação internacional, batizada de Operação Timber Shield, resultou na retenção de oito caminhões carregados com aproximadamente 260 toneladas de madeira e indícios de carregar o que pode se tornar a maior apreensão de cocaína da história do Brasil.

O flagrante ocorreu em uma ação coordenada que envolveu as aduanas e órgãos de inteligência do Brasil, dos Estados Unidos e da Bolívia, com monitoramento iniciado na última sexta-feira (19) e consolidação das retenções neste domingo (21).

O esquema criminoso consiste em uma técnica altamente sofisticada de camuflagem: a cocaína líquida é misturada e injetada diretamente na estrutura física da madeira para alterar a aparência da droga e burlar a fiscalização alfandegária.

Os veículos foram interceptados em pontos estratégicos da faixa de fronteira e divididos igualmente: quatro caminhões foram retidos em Corumbá (MS) e outros quatro em Cáceres (MT).

Com base em um histórico internacional recente, autoridades estimam que entre 10% e 20% do peso total da carga apreendida no Brasil corresponda ao entorpecente. Caso os laudos definitivos confirmem a projeção, o volume total da droga interceptada ficará entre 20 e 50 toneladas.

De acordo com informações compartilhadas pela inteligência norte-americana, os casos do Chile e do Brasil estão diretamente interligados e compartilham o mesmo local de produção em território boliviano.

Por se tratar de área sob o regime de Área de Controle Integrado (ACI), as cargas permanecerão retidas em território brasileiro sob forte esquema de segurança capitaneado pelo Exército Brasileiro e pelo Grupo de Fronteira (Gefron/MT). A pedido das autoridades, fiscais da Aduana Nacional da Bolívia foram autorizados a acompanhar os procedimentos técnicos de verificação, mas a Receita Federal do Brasil reitera que está totalmente descartada qualquer possibilidade de devolução do material extraído ao país vizinho.

A Polícia Federal (PF) assumiu formalmente a custódia criminal do material e lidera os exames periciais complementares para detalhar a pesagem exata do entorpecente, além de conduzir o inquérito sobre o braço logístico do tráfico internacional.

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