Cidades

Fonte denuncia suposto esquema envolvendo criação de áreas protegidas e compensação ambiental

Por Estado do Pará Online
07/07/2026 às 15:53 • 3 min

Denúncia aponta suposto esquema envolvendo unidades de conservação e recursos de compensação ambiental; EPOL questionou órgãos estaduais e o MPPA. (Foto: Agência Pará)

Uma denúncia encaminhada ao Estado do Pará Online (EPOL), aponta a existência de um suposto esquema envolvendo a criação de unidades de conservação no Pará e a destinação de recursos de compensação ambiental.

Segundo o relato, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), investigaria a criação de florestas estaduais e áreas de proteção ambiental que, conforme a denúncia, não atenderiam a uma demanda técnica legítima. Ainda de acordo com a denúncia, essas unidades seriam posteriormente utilizadas para justificar a destinação de recursos de compensação ambiental a entidades específicas.

Investigação do GAECO sobre o Ideflor-Bio motiva questionamentos sobre a criação de unidades de conservação e o uso de recursos de compensação ambiental. (Foto: Agência Pará)

A denúncia também cita o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), órgão que recentemente foi alvo de uma operação do GAECO. Na época, o Ministério Público informou que a investigação apura suspeitas de crimes como fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato e irregularidades em contratos administrativos.

Até o momento, porém, o MPPA não informou oficialmente se a criação de unidades de conservação ou a destinação de recursos de compensação ambiental fazem parte do objeto da investigação.

A apuração ocorre em um momento em que tramita na Assembleia Legislativa do Pará um projeto de lei que propõe a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) Bacajaí, nos municípios de Altamira e Senador José Porfírio.

Até o momento, não há qualquer confirmação de que a proposta tenha relação com a investigação conduzida pelo Ministério Público e o EPOL busca esclarecer se existe ou não essa conexão.

Proposta de criação da APA Bacajaí avança na Alepa enquanto EPOL apura denúncias envolvendo unidades de conservação no Pará. (Reprodução)

O EPOL encaminhou pedidos de esclarecimento ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), ao Ideflor-Bio, à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) e ao deputado estadual Torrinho Torres, autor do projeto de criação da APA Bacajaí.

Entre os questionamentos, o EPOL busca saber se há investigação envolvendo a criação de unidades de conservação, quais critérios técnicos embasam a criação dessas áreas e como funciona a destinação dos recursos de compensação ambiental no Estado.

Na última quarta-feira, tanto a casa quando o gabinete de Torrinho Torres (Republicanos) foram alvos de busca e apreensão por agentes da Polícia Federal que apura suposto esquema de desvio de cerca de R$ 50 milhões em contratos da educação em São Félix do Xingu.

Até a publicação desta reportagem, os órgãos e os demais citados ainda não haviam se manifestado.

O espaço permanece aberto e o texto será atualizado assim que houver resposta.

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