Filhotes de onça resgatados pelo ICMBio são transportados de avião de Itaituba até Belém

O primeiro filhote era uma fêmea, que mais tarde foi batizada de Naurú, que significa corajosa e guerreira em Tupi Guarani. O irmão ganhou o nome de Piatã, que significa fortaleza em Tupi Guarani.

A Polícia Militar em conjunto com o Instituto Chico Mendes (ICMBio), resgatou dois filhotes de onça que foram encontrado por trabalhadores de uma empresa portuária da região do Distrito de Itaituba, no Pará.

O primeiro filhote era uma fêmea, que mais tarde foi batizada de Naurú, que significa corajosa e guerreira em Tupi Guarani.

Após o resgate do primeiro, na volta para a base, a equipe foi informada que foi encontrado mais um filhote nas mesmas condições. A equipe retornou e resgatou o irmão, que ganhou o nome de Piatã, que significa fortaleza em Tupi Guarani.

Os irmãos apresentavam ótimas condições de saúde, mas ainda assim, a equipe decidiu não devolvê-los para a natureza, pois eles tinham apenas dois meses de vida e deixá-los soltos consequentemente diminuiria as chances de sobrevivência da dupla. Ainda não se tem mais informações sobre o que pode ter acontecido com a mãe, mas acreditasse que ela tenha sido caçada ou atropelada.

Como na região não havia nenhum Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) com condições de receber os animais, a equipe do ICMBio procurou instituições que pudessem atender a demanda. Com isso, O Centro Amazônico de Herpetologia, localizado em Benevides, foi a instituição mais próxima encontrada.

O centro possui um recinto de 70 metros quadrados onde os filhotes de onça-parda serão tratados até adquirirem condições de serem reintroduzidos na natureza.

Como a viagem terrestre poderia causar muito estresse aos animais, fazendo com que eles ficassem agressivos ou até mesmo tivessem algum problema de saúde, o Instituto Chico Mendes buscou o apoio da única companhia aérea que atua em Itaituba, a Azul Linhas Aéreas. O contato foi intermediado pela Embratur, agência brasileira de promoção do turismo do Brasil, que por meio do diálogo frequente que mantém com as companhias aéreas, prontamente, acionaram a equipe da Azul.

Ao saber da situação, a Azul Cargo, uma das principais empresas de transporte de carga do país, prontamente se ofereceu para realizar o deslocamento dos animais. A equipe do Instituto Chico Mendes então providenciou todas as informações e documentação para que a missão fosse ser realizada.

O voo das onças aconteceu na última quinta-feira (4), em uma aeronave Cessna Grand Caravan, da Azul Conecta, que levou a analista ambiental do Instituto Chico Mendes Greice Quele de Oliveira e a veterinária Leana Moraes. Leana trabalha na clínica veterinária Toca DiPets, em Itaituba, e deu total apoio nos cuidados especiais com os felinos.

Os animais viajaram dentro da cabine, em caixas de transporte de gatos. Os animais foram entregues ao Centro Amazônico de Herpetologia no começo da noite da última quinta-feira, após uma viagem de duas horas de avião e mais um trecho rodoviário.

Gêmeas cuidando de gêmeos

Um fato curioso no caso é o das veterinárias Leana e Leandra da clínica Toca DiPets de Itaituba. Elas apoiaram a equipe do ICMBio durante o período de espera entre o resgate e o transporte. Assim como as onças Naurú e Piatã, elas são gêmeas.

Sobre a espécie

A onça-parda, quando filhote apresenta pelagem dourada com pintas pretas, muito semelhante às onças pintadas. A espécie ocorre desde o Canadá até a Patagônia e no Brasil há registros em todos os biomas.

A onça parda também é conhecida como Suçuarana, onça-vermelha, bodeira e leão-baio.

A espécie é considerada como “quase ameaçada”, conforme a avaliação do risco de extinção oficial. As informações sobre o estado de conservação dessa e de outras espécies da biodiversidade brasileira estão disponíveis na plataforma SALVE (salve.icmbio.gov.br).

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