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Fafá de Belém transforma show de 50 anos em celebração da cultura paraense: “Eu não venho sozinha”

No palco, Fafá relembrou a relação com a cidade onde nasceu e destacou a Belém que conheceu e que continua fazendo parte de sua história

Por Elielson Almeida
18/08/2026 às 12:09 • 3 min

Fafá escolheu um espaço ligado à cultura das aparelhagens e ao brega para celebrar a trajetória construída ao longo de cinco décadas. (Foto: Elielson Almeida - EPOL)

Fafá de Belém transformou o Palácio dos Bares, na Condor, em cenário para celebrar cinco décadas de carreira. O show “FAFÁ 50”, realizado na noite desta segunda-feira (17), marcou a gravação de um novo projeto audiovisual da cantora em Belém, cidade onde nasceu.

A escolha do espaço aconteceu depois de uma experiência recente da própria artista. Fafá contou que esteve no Palácio dos Bares para acompanhar uma aparelhagem durante o “Dia da Saudade” e que, naquele ambiente, reconheceu uma Belém que fazia parte da sua própria história. Foi a partir dessa experiência que decidiu gravar ali a celebração dos 50 anos de carreira e 70 anos de idade.

“Eu fui criada nessa Belém. De pessoas sem preconceito. Cada um com seu corpo, com a sua vontade, a sua identidade, se divertindo. Como o mundo deve ser. E aí eu falei: ‘Eu quero gravar aqui’”, disse.

A escolha do local também aproximou a celebração de uma das expressões mais populares da cultura paraense. O Palácio dos Bares, espaço tradicional da noite de Belém, recebeu um espetáculo que colocou as referências locais no centro da comemoração.

Fafá e os artistas do Pará

Durante o show, Fafá fez questão de dividir o palco com artistas paraenses. A apresentação teve a participação de Manoel Cordeiro, além de Nat/esquema e DJ Will Love. A cantora também saudou nomes da música paraense que estavam presentes na plateia, entre eles Hellen Patrícia, Joelma Kláudia, Elói Iglesias, Lucinnha Bastos e Nilson Chaves. Ao apresentar e reverenciar esses artistas, Fafá reforçou a ideia de que a comemoração dos 50 anos não seria feita de forma isolada, mas ao lado de nomes que também ajudaram a construir a música e a cultura do Pará.

A própria cantora resumiu esse sentimento durante a apresentação ao afirmar que “não vem sozinha”, em referência aos artistas e à história cultural que carrega consigo.

Uma Belém que Fafá reconhece

No discurso durante o show, a cantora também falou sobre a relação com a cidade e sobre o sentimento de pertencimento que motivou a escolha do Palácio dos Bares. Fafá afirmou que foi criada em uma Belém marcada pela convivência entre diferentes pessoas e identidades e disse que encontrou naquele espaço uma cidade que reconhecia como sua.

“Com essa carinha de 69, sem botox. No meio do meu povo”.

A fala veio acompanhada de uma defesa da relação que mantém com o público paraense. Fafá também afirmou que, quando há tentativas de contar a história do Pará de forma que considera distorcida, é com esse público que sabe que pode contar.

“Quando tentam histórias, tentando contar uma história de forma torta, é com esse povo que eu posso contar”.

O audiovisual gravado em Belém passa, assim, a registrar não apenas uma etapa da turnê que comemora os 50 anos de carreira da cantora, mas também uma noite dedicada à música paraense, aos artistas da terra e à relação de Fafá com a cidade onde nasceu.

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