Política

Erika Hilton acusa direção do PSOL de descumprir acordos e diz que partido tenta inviabilizar sua reeleição

Por Estado do Pará Online
23/06/2026 às 15:51 • 3 min

Deputada afirma que o partido descumpriu acordos, compromete sua pré-candidatura e favorece outras lideranças na distribuição de recursos. (Foto: reprodução)

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) fez duras críticas à direção nacional do PSOL ao afirmar que o partido descumpriu acordos firmados com sua pré-candidatura à reeleição e adotou uma distribuição de recursos que, segundo ela, compromete sua campanha para as eleições de 2026.

Em uma publicação nas redes sociais, a parlamentar disse estar “chocada e decepcionada” com a condução da legenda e afirmou que permaneceu no PSOL, ao lado de outras lideranças, para contribuir com a superação da cláusula de barreira e fortalecer a bancada de esquerda no Congresso Nacional.

Em publicação nas redes sociais, Erika Hilton diz que o partido está “rasgando os combinados” e inviabilizando sua campanha à reeleição. (Foto: reprodução)

Segundo Erika Hilton, o partido “está rasgando os combinados” e praticamente inviabilizando sua pré-candidatura. A deputada argumenta que, por ser uma mulher negra e travesti, precisa de uma estrutura logística e de segurança diferenciada para realizar atividades de campanha no estado de São Paulo, realidade que, segundo ela, estaria sendo ignorada pela direção da sigla.

A parlamentar também criticou a distribuição dos recursos eleitorais entre os pré-candidatos. Na publicação, ela afirma que o presidente da Federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, teria a mesma prioridade que sua candidatura, enquanto Manuela D’Ávila, recém-filiada ao partido, teria previsão de receber mais que o dobro dos recursos. Erika disse respeitar a trajetória de ambos, mas classificou a situação como um exemplo de “privilégio branco e cis”.

Deputada critica distribuição de recursos do PSOL, cita “privilégio branco e cis” e cobra cumprimento de acordos da direção nacional. (Foto: reprodução)

Outro alvo das críticas foi a decisão da direção nacional do partido de alterar a política interna de inclusão voltada à distribuição de recursos eleitorais. Segundo a deputada, a medida reduziu critérios que consideravam gênero, raça e pessoas com deficiência, o que ela classificou como um retrocesso.

Erika Hilton também afirmou que outras lideranças do PSOL enfrentam situação semelhante, citando os deputados estaduais Renata Souza (RJ) e Carlos Giannazi (SP), além do vereador Rick Azevedo (RJ). Segundo ela, o partido corre o risco de repetir erros cometidos em eleições anteriores ao não priorizar candidaturas com forte apelo popular.

Ao final da manifestação, a deputada cobrou que a direção nacional cumpra os compromissos assumidos com as lideranças que permaneceram no partido para fortalecer a legenda nas eleições de 2026.

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