Cidades

Empresário preso por violência doméstica é encontrado morto em presídio de Parauapebas

Por Vitoria Fesa
30/06/2026 às 20:27 • 2 min
Na imagem em destaque, empresário Antônio Marcos Sampaio Martins, conhecido como "Marquinho do Polo Moveleiro"

Reprodução / Redes Sociais

O empresário Antônio Marcos Sampaio Martins, de 32 anos, conhecido como “Marquinho do Polo Moveleiro”, foi encontrado morto na tarde desta terça-feira (30), dentro de uma unidade prisional no município de Parauapebas, no sudeste do estado. 

Segundo as informações preliminares, o corpo foi localizado por volta das 15h. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o que teria provocado a morte.

Antônio Marcos estava preso preventivamente desde abril deste ano, após ser detido por suspeita de violência doméstica contra a companheira. A prisão em flagrante foi convertida pela Justiça depois das investigações conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM).

Caso ganhou repercussão após denúncias da vítima

De acordo com a Polícia Civil, a vítima relatou em depoimento que vivia em um  relacionamento de cerca de dois anos com Antônio, onde vivenciou episódios frequentes de ciúmes, humilhações, agressões físicas e até violência sexual.

Ela afirmou que, após uma discussão motivada por ciúmes, foi levada para casa e mantida sob cárcere privado, onde teria sofrido agressões que causaram ferimentos graves no rosto. Ainda segundo o relato, durante a madrugada, foi obrigada a manter relações sexuais mediante ameaças de morte.

No dia seguinte, o empresário a levou a uma unidade de saúde particular. Aproveitando um momento de distração, a vítima conseguiu pedir ajuda à equipe médica, que acionou a polícia.

As investigações apontam que, ao perceber a movimentação das autoridades, Antônio tirou a vítima do hospital e levou para uma farmácia onde ambos trabalhavam. No local, ela teria permanecido trancada e continuado a receber ameaças.

Após denúncias de testemunhas e a intervenção da Polícia Militar, a vítima foi resgatada e confirmou os episódios de violência, levando à prisão do empresário.

Polícia vai apurar morte no presídio

A Polícia Civil irá investigar o que ocorreu dentro da unidade prisional. O procedimento inclui perícias e coleta de informações para determinar a causa da morte e verificar se houve participação de terceiros ou outras circunstâncias relacionadas ao caso.

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