Uma reportagem publicada pelo Portal Metrópoles revelou indícios de que emendas parlamentares destinadas pela deputada federal Alessandra Haber (Podemos-PA) podem ter sido utilizadas de forma indireta em um esquema que beneficiou empresas envolvidas na aquisição de uma casa de praia de alto padrão em Fortim. O imóvel teria sido comprado pela parlamentar e por seu marido, o ex-prefeito de Ananindeua, Daniel Santos (Podemos). A informação foi publicada pelos colunistas André Shalders e Andreza Matais.
Segundo a publicação, a residência foi adquirida em outubro de 2024, já mobiliada, sem pagamentos diretos realizados pelo casal. Os valores teriam sido quitados por terceiros, incluindo pessoas físicas e empresas que mantinham contratos com a prefeitura de Ananindeua durante a gestão de Daniel Santos.
As informações teriam sido repassadas pela incorporadora responsável pela venda ao Ministério Público do Estado do Pará, dando origem a uma investigação. Parte dos recursos sob análise estaria vinculada a emendas parlamentares, incluindo uma chamada “emenda pix” de R$ 17,5 milhões destinada ao município.
De acordo com a apuração, após receberem pagamentos da prefeitura por serviços como drenagem e pavimentação, algumas empresas teriam realizado transferências para a incorporadora. Em um dos casos, uma construtora recebeu R$ 2,99 milhões e, no mesmo dia, teria repassado R$ 500 mil para a empresa responsável pelo imóvel.
O padrão também teria sido identificado em outras operações. Uma empresa do setor ambiental teria transferido R$ 200 mil poucos dias após receber recursos públicos. Fornecedoras da área da educação também aparecem na investigação, com depósitos realizados em datas próximas aos pagamentos feitos pelo município.
O caso chegou a tramitar no Supremo Tribunal Federal, mas, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, as apurações seguem sob responsabilidade da Justiça do Pará.
A reportagem também cita que empresas sem ligação direta com o setor da construção civil teriam participado das transações. O imóvel, segundo a investigação, foi quitado em cerca de cinco meses.
O portal Estado do Pará On-line (EPOL) solicitou um posicionamento da deputada Alessandra Haber e aguarda um retorno.
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