A menos de 50 dias do início da Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira sofreu uma baixa importante. O zagueiro Éder Militão, do Real Madrid, está fora do torneio após ser diagnosticado com uma lesão muscular na coxa esquerda e ser submetido a cirurgia nesta terça-feira, na Finlândia.
O defensor se lesionou durante a partida contra o Alavés e a previsão inicial é de retorno aos gramados apenas em outubro, o que inviabiliza sua participação no Mundial.
A decisão de operar envolveu avaliação médica e também escolha pessoal do atleta. Segundo informações da imprensa espanhola, havia a possibilidade de tratamento conservador, com recuperação estimada em cerca de cinco semanas, cenário que ainda permitiria presença na Copa do Mundo.
No entanto, o risco de nova lesão era considerado elevado. Diante disso, Militão optou por uma solução mais segura a longo prazo, priorizando a sequência da carreira.
Em busca de um parecer definitivo, o zagueiro viajou para a cidade de Turku, na Finlândia, onde foi examinado por um especialista neste tipo de lesão. A avaliação apontou risco significativo de ruptura total do tendão, o que poderia causar consequências ainda mais graves.
Após receber o diagnóstico, o jogador seguiu a recomendação médica e confirmou a realização da cirurgia ainda nesta terça-feira.
Militão ainda mantinha esperança de disputar o Mundial, mesmo após novos exames realizados em Madri. Entretanto, o histórico recente de problemas físicos aumentava a preocupação do Real Madrid.
Esta é a terceira lesão muscular do defensor na atual temporada. O atleta participou de cerca de 20 partidas no período e já havia ficado quatro meses afastado anteriormente por lesão no tendão, perdendo 24 jogos.
Os problemas físicos têm marcado a trajetória recente do zagueiro. Em agosto de 2023, Militão rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e só voltou aos gramados em março de 2024. Meses depois, em novembro, sofreu nova ruptura, desta vez no joelho direito, com danos nos meniscos, retornando apenas em julho de 2025.
Desde a Copa do Mundo do Catar, o defensor acumulou sete lesões e aproximadamente 700 dias fora de ação, período equivalente a quase duas temporadas completas.
Militão havia retomado sequência recente no início de abril e atuou em cinco partidas consecutivas em 17 dias. Porém, no duelo contra o Alavés, voltou a sentir dores e precisou ser substituído.
A ausência representa problema relevante para o técnico Carlo Ancelotti, que via no jogador uma peça importante para a defesa brasileira. Além da função como zagueiro, Militão também era considerado opção para a lateral direita, posição ainda sem definição na Seleção Brasileira.
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