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Dolly Parton morre aos 80 anos; cantora deixa legado de mais de seis décadas na música

Ao longo de mais de seis décadas, Dolly escreveu cerca de 3 mil músicas, muitas delas gravadas por artistas de diferentes gerações.

Por Estado do Pará Online
25/08/2026 às 15:30 • 3 min

A cantora, compositora e atriz americana Dolly Parton morreu aos 80 anos nesta terça-feira (25). A informação foi confirmada pela família em um vídeo publicado nas redes sociais da artista. O sobrinho Bryan Seaver, que também atuava como chefe de segurança da cantora, comunicou a morte.

Segundo a família, Dolly Parton deixa um legado marcado pela música, pela filantropia e pela capacidade de atravessar gerações. A causa da morte não havia sido divulgada até o momento. 

A morte ocorre poucos dias depois de Dolly ter falado publicamente sobre os problemas de saúde que enfrentava. Em entrevista à revista People, publicada em 21 de agosto, ela afirmou que havia deixado de prestar atenção à própria saúde enquanto cuidava do marido, Carl Thomas Dean, que morreu em março de 2025. 

Dolly também havia cancelado compromissos profissionais em razão dos problemas de saúde. Em agosto, chegou a participar virtualmente de uma cerimônia em que recebeu uma homenagem, enquanto sua equipe informava que ela estava se recuperando. 

Carreira marcada por sucessos

Nascida em 19 de janeiro de 1946, no condado de Sevier, no Tennessee, Dolly Parton cresceu em uma família pobre de 12 filhos. A música esteve presente desde a infância, influenciada pelos hinos e pelas canções folclóricas ensinadas pela mãe.

Ainda criança, começou a se apresentar em programas de rádio. Em 1967, ganhou projeção nacional ao entrar para o programa de televisão do cantor Porter Wagoner. A parceria rendeu diversos sucessos, mas Dolly posteriormente construiu uma carreira solo ainda mais bem-sucedida.

Em 1974, ao deixar o programa, escreveu “I Will Always Love You” como uma música de despedida para Wagoner. A canção alcançou grande sucesso na música country e, anos depois, ganhou dimensão mundial na voz de Whitney Houston, que a transformou em um dos maiores hits da década de 1990.

Ao longo de mais de seis décadas, Dolly escreveu cerca de 3 mil músicas, muitas delas gravadas por artistas de diferentes gerações. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão “Jolene”, “9 to 5” e “Coat of Many Colors”.

Ela também atuou no cinema, com destaque para filmes como Como Eliminar seu Chefe (9 to 5) e Flores de Aço (Steel Magnolias), além de ter construído um império empresarial com o parque temático Dollywood.

Legado na música e na filantropia

Dolly Parton foi reconhecida como uma das principais compositoras e intérpretes da música americana. Ao longo da carreira, recebeu 11 prêmios Grammy, além de integrar os Halls da Fama da Música Country e do Rock & Roll. 

A cantora também ficou conhecida pelo trabalho filantrópico. Em 1995, criou a Imagination Library, projeto voltado à distribuição gratuita de livros infantis. A iniciativa já alcançou mais de 200 milhões de livros distribuídos. 

Mesmo após décadas de carreira, Dolly continuou próxima de artistas mais jovens. Sua relação com Miley Cyrus, de quem era madrinha, ajudou a aproximar seu trabalho de novas gerações.

A morte encerra uma trajetória de mais de 60 anos de uma artista que transformou uma infância de dificuldades em uma das carreiras mais influentes da música popular americana.

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