Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos - Estado do Pará Online

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos

O dólar comercial à vista encerrou o dia cotado a R$ 4,997, com recuo de 0,29%. É o menor valor desde março de 2024

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O dólar voltou a fechar abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos, enquanto a bolsa brasileira atingiu um novo recorde histórico nesta segunda-feira (13), impulsionada por um cenário externo mais favorável.

A melhora no humor dos mercados ocorreu mesmo diante das tensões no Oriente Médio, após sinalizações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de um acordo com o Irã.

Dólar em queda

O dólar comercial à vista encerrou o dia cotado a R$ 4,997, com recuo de 0,29%. É o menor valor desde março de 2024. Durante o pregão, a moeda chegou a atingir R$ 4,98.

No acumulado do mês, a queda é de 3,51%, enquanto em 2026 o recuo chega a 8,96%.

Após iniciar o dia em alta, refletindo as tensões no Oriente Médio, a moeda perdeu força ao longo da tarde, acompanhando o movimento internacional de desvalorização do dólar.

Bolsa em alta histórica

O Ibovespa avançou 0,34% e fechou aos 198.001 pontos, o maior nível já registrado. Durante o dia, chegou a superar os 198.100 pontos.

O desempenho foi puxado principalmente por ações de empresas ligadas a commodities, como mineração e petróleo, além da entrada de capital estrangeiro.

No mês, o índice acumula alta de 5,62% e, no ano, ganhos de 22,89%.

Influência externa

O movimento positivo no Brasil acompanhou o desempenho das bolsas em Nova York:

  • Dow Jones Industrial Average: +0,63%
  • S&P 500: +1,02%
  • Nasdaq Composite: +1,23%

A expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã reduziu a aversão ao risco entre investidores globais.

Petróleo segue em alta

Mesmo com a melhora no mercado, os preços do petróleo continuaram elevados devido às tensões geopolíticas e ao bloqueio no Estreito de Ormuz.

  • Brent: US$ 99,36 (+4,36%)
  • WTI: US$ 99,08 (+2,6%)

Durante o dia, as cotações chegaram a superar os US$ 100, mas desaceleraram após as declarações sobre possível acordo.

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