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Disputa na UFRA: chapa derrotada pede impugnação e auditoria das eleições para Reitoria

Por Estado do Pará Online
24/06/2026 às 16:35 • 3 min

A disputa pela Reitoria da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) ganhou um novo desdobramento após a chapa liderada por Herdjania Veras de Lima e Rosana Maria do Nascimento Luz recorrer oficialmente contra o resultado das eleições que definiram a nova administração da instituição.

O pedido foi protocolado no sistema SIPAC sob o número 23084.012204/2026-53 e encaminhado à Comissão Eleitoral Geral. No documento, as candidatas solicitam uma auditoria completa do processo eleitoral e apontam o que descrevem como possíveis falhas operacionais e descumprimento de etapas previstas no regulamento.

Resultado confirmou nova gestão

O pleito foi vencido pela chapa 02, composta por Gracialda Costa Ferreira, eleita reitora, e Raimundo Thiago Lima da Silva, escolhido vice-reitor da universidade.

Apesar de não alegarem fraude, as recorrentes afirmam que a validade do resultado depende da checagem detalhada do funcionamento do sistema eletrônico de votação VotaNET, que contou com apoio do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA).

Dúvidas sobre funcionamento da votação

Entre os principais pontos levantados no recurso estão questionamentos sobre o envio de credenciais de acesso aos eleitores, a consistência da lista de votantes, o motivo da não participação de parte do eleitorado e os mecanismos utilizados para garantir sigilo e integridade do voto.

As autoras também pedem acesso a relatórios técnicos completos, incluindo registros de eleitores aptos que não participaram da votação, além de dados que comprovem a distribuição dos links de acesso ao sistema.

Controvérsia sobre elegibilidade do vice-reitor

Outro eixo da contestação envolve a candidatura de Raimundo Thiago Lima da Silva ao cargo de vice-reitor. As autoras defendem que ele deveria ter se afastado da função de vice-reitor pró-tempore com antecedência mínima de 90 dias, conforme interpretação do estatuto da UFRA.

Esse ponto, no entanto, já havia sido analisado pela Comissão Eleitoral Geral, que entendeu que o cargo pró-tempore tem caráter provisório e não resulta de mandato eletivo anterior, o que afastaria a exigência de desincompatibilização.

Alegações de possível conflito de interesse

O recurso também levanta suspeitas sobre a imparcialidade de integrantes da condução do processo eleitoral. As candidatas afirmam que houve manifestações públicas de apoio à chapa vencedora por autoridades envolvidas na organização e julgamento do pleito.

Com base na legislação administrativa, elas defendem que essas situações poderiam comprometer decisões tomadas durante o processo, especialmente em etapas de análise de recursos.

Pedidos incluem revisão completa do pleito

No total, são sete solicitações feitas à Comissão Eleitoral Geral, incluindo auditoria dos dados da votação, revisão de atos administrativos, investigação sobre possível uso da estrutura institucional em favor de uma chapa e avaliação da elegibilidade do vice-reitor eleito.

Elas também pedem que, caso sejam confirmadas irregularidades, a eleição seja anulada e um novo processo eleitoral seja realizado.

A homologação definitiva do resultado ainda depende da análise de todos os recursos pendentes pelo Colégio Eleitoral Especial, cuja decisão final não admite nova contestação administrativa.

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