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Diretora da Fiesp questiona fim da escala 6×1 para ir ao salão de beleza aos sábados

Por Estado do Pará Online
01/07/2026 às 22:47 • 3 min

Reprodução/TV Senado

A audiência pública realizada no Senado para discutir a proposta de redução da jornada de trabalho voltou a repercutir após uma declaração da diretora-executiva jurídica da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Luciana Nunes Freire. Durante o debate, ela afirmou ser contrária ao fim da escala 6×1 e utilizou situações do cotidiano para defender sua posição.

Ao discursar, Luciana questionou como funcionariam estabelecimentos que costumam abrir nos fins de semana caso a proposta fosse aprovada.

“Eu trabalho na escala 5×2 e, aos sábados, qualquer mulher vai ao salão de cabeleireiro. Ele vai estar fechado aos sábados para nos atender?”, afirmou. Em seguida, acrescentou que também costuma realizar compras aos domingos e perguntou se supermercados, farmácias e outros serviços deixariam de funcionar.

A fala ocorreu durante a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na jornada de trabalho, tema que tem mobilizado representantes de trabalhadores, empresários e parlamentares.

A proposta em debate busca reduzir a jornada atualmente praticada em diversos setores da economia. Já outra alternativa, defendida pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e apresentada pelo senador Rogério Marinho, prevê ampliar a possibilidade de negociação entre empregadores e empregados sobre o regime de trabalho, mantendo diferentes modelos de jornada.

Após a audiência, a declaração da diretora da Fiesp repercutiu nas redes sociais, onde usuários passaram a discutir os possíveis impactos da redução da jornada. Entre as reações, diversos internautas argumentaram que a proposta não prevê o fechamento de serviços aos fins de semana, mas sim mudanças na organização das escalas de trabalho, com revezamento entre funcionários para manter o funcionamento de atividades consideradas essenciais e de setores que tradicionalmente operam aos sábados e domingos.

A discussão sobre a PEC segue em tramitação no Congresso Nacional e ainda deverá passar por novas etapas de análise antes de uma eventual votação.

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