Uma nova proposta de acordo de colaboração premiada atribuída a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, menciona a existência de um suposto pagamento de US$ 30 milhões — cerca de R$ 153,5 milhões — ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). As informações foram divulgadas pela revista Veja.
Segundo a publicação, o material entregue no contexto da tentativa de delação indica que os recursos teriam sido repassados por meio de uma conta no exterior, em uma operação que teria contado com a participação do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro no setor bancário. O objetivo, ainda conforme a reportagem, seria obter apoio político para interesses ligados ao ex-banqueiro.
A proposta, no entanto, foi rejeitada pela Polícia Federal (PF), que considerou o conteúdo inicial insuficiente para avanço do acordo. Apesar disso, o material foi encaminhado e segue sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR). Conforme a revista Veja, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou que a documentação seja examinada com cautela, sem prazo definido para conclusão.
Ainda de acordo com a reportagem, outro trecho da colaboração trata de operações envolvendo o Banco Master e integrantes do governo da Bahia. Nesse contexto, o ex-governador e ex-ministro da Casa Civil Rui Costa também é citado, embora sem menção a pagamentos de propina. A delação indicaria, nesse ponto, possíveis detalhes sobre um sistema de crédito consignado atrelado à folha de servidores estaduais.
Esta é a segunda tentativa de Vorcaro de firmar um acordo de colaboração. A primeira havia sido rejeitada pela Polícia Federal em 20 de maio, também sob a justificativa de falta de informações consideradas suficientes. Na ocasião, a PGR demonstrou interesse em manter as negociações abertas e receber novos dados.
Em nota, a assessoria de Davi Alcolumbre negou as acusações e afirmou que o senador não recebeu qualquer valor, no Brasil ou no exterior. O comunicado classifica as alegações como falsas e afirma que todas as medidas judiciais cabíveis serão adotadas para responsabilizar os envolvidos.
A defesa do parlamentar também declarou que a verdade dos fatos será demonstrada ao longo do processo e reforçou que as acusações divulgadas não possuem fundamento.
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