Congresso mobiliza Ministério Público, prefeitos e Banco Mundial para acelerar soluções contra lixões na Amazônia - Estado do Pará Online

Congresso mobiliza Ministério Público, prefeitos e Banco Mundial para acelerar soluções contra lixões na Amazônia

Evento reunirá especialistas para discutir saneamento e sustentabilidade

Lixão do Aurá

Belém será palco de um dos principais encontros ambientais do país em 2026. Nesta segunda (8) e terça (9), o Hangar Centro de Convenções da Amazônia receberá o II Congresso Ambiental do Ministério Público do Estado do Pará, iniciativa promovida pela Associação do Ministério Público do Estado do Pará (AMPEP) que pretende reunir representantes dos Ministérios Públicos estaduais, prefeitos, membros de tribunais de contas, gestores públicos, pesquisadores, empresários e especialistas para discutir soluções concretas para os desafios do saneamento básico e da gestão de resíduos sólidos na região amazônica. A abertura do evento será feita pela governadora do Estado, Hana Ghassan.

Com o tema “Saneamento na Amazônia: Resíduos Sólidos – Desafios e Soluções”, o encontro surge em um momento considerado decisivo para os municípios da região, que enfrentam dificuldades históricas relacionadas ao encerramento de lixões, ampliação do abastecimento de água, universalização do esgotamento sanitário, drenagem urbana e destinação ambientalmente adequada dos resíduos produzidos pela população.

A programação reunirá nomes de destaque nacional e internacional. Entre os palestrantes confirmados estão o secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Márcio Leão Coelho; o promotor de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul Luciano Loubet, referência nacional em mercado de carbono e sustentabilidade; a procuradora-geral do Estado do Pará, Ana Carolina Gluck Paúl; o presidente da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), coronel José Dilson Melo de Souza Junior; o consultor do Banco Mundial Luís Sérgio Akira Kaimoto; e a prefeita de Canaã dos Carajás, Josemira Gadelha. Também participarão representantes de universidades, órgãos ambientais, tribunais de contas e entidades ligadas à gestão pública e ao setor produtivo.

Temas estratégicos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia

Os debates abordarão temas estratégicos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, como economia circular, logística reversa, educação ambiental, financiamento climático, mercado de carbono, responsabilidade dos gestores públicos, formação de consórcios intermunicipais e alternativas para ampliar investimentos em infraestrutura ambiental. A proposta é criar um ambiente de cooperação institucional capaz de aproximar governos, órgãos de fiscalização, setor privado e comunidade científica na busca por soluções viáveis para os municípios amazônicos.

Um dos pontos centrais da programação será a apresentação de um diagnóstico atualizado da gestão de resíduos sólidos no Pará, seguida da assinatura do “Pacto Amazônia Limpa – Municípios Unidos pelo Fim dos Lixões”. O documento pretende formalizar compromissos entre prefeituras e instituições parceiras para acelerar a eliminação dos lixões e fortalecer modelos sustentáveis de coleta, tratamento e destinação final dos resíduos.

Transformar debates técnicos em ações concretas

Presidente da AMPEP e coordenadora do congresso, a promotora de Justiça Ana Maria Magalhães de Carvalho destaca que a iniciativa foi concebida para gerar resultados efetivos. “Não basta mais discutir problemas. A Amazônia precisa construir soluções reais, juridicamente seguras e financeiramente viáveis para o saneamento e os resíduos sólidos. O congresso nasce com essa vocação prática e institucional”, afirmou. Segundo ela, o objetivo é transformar o debate técnico em ações concretas capazes de melhorar a qualidade de vida da população e fortalecer a sustentabilidade dos municípios amazônicos.
Ana Maria Magalhães também ressalta que o encontro busca consolidar uma agenda permanente de cooperação entre instituições públicas e privadas. “Precisamos unir conhecimento técnico, responsabilidade institucional e capacidade de investimento para enfrentar desafios que afetam diretamente a saúde pública, o meio ambiente e o desenvolvimento econômico da Amazônia”, afirmou.

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