Comunidades quilombolas mantêm protesto e interditam Rodovia Liberdade pelo segundo dia - Estado do Pará Online

Comunidades quilombolas mantêm protesto e interditam Rodovia Liberdade pelo segundo dia

Comunidades cobram asfaltamento de via de acesso, medidas de mitigação e definição de cronograma das obras na Região Metropolitana de Belém.

Imagem mostra barreira humana montada por comunidade quilombola
Foto: Evelyn Costa

Moradores do Quilombo do Abacatal e da comunidade dos Navegantes, em Ananindeua, entraram no segundo dia consecutivo de protesto e voltaram a interditar, nesta terça-feira (3), trechos da Rodovia Liberdade, na Região Metropolitana de Belém. Ao todo, três pontos da via foram bloqueados como forma de pressionar o poder público por respostas relacionadas às obras na região.

A mobilização ocorre em meio à cobrança pelo início do asfaltamento da estrada que dá acesso à comunidade, além da execução de medidas de mitigação consideradas essenciais pelos moradores diante da construção da rodovia. Segundo a coordenação local, a principal reivindicação envolve a apresentação de um cronograma oficial com prazos definidos, compensações previstas e intervenções estruturais ainda pendentes.

Entre os problemas apontados pela comunidade estão falhas em uma mureta de elevado que, segundo relatos, apresenta sinais de comprometimento, além de trechos onde o asfalto teria cedido e serviços prometidos que ainda não foram iniciados. Os moradores afirmam que as obras da Rodovia Liberdade seguem em andamento, mas as ações direcionadas diretamente à comunidade não acompanham o mesmo ritmo de execução.

A Rodovia Liberdade foi projetada para melhorar a ligação entre bairros da capital paraense e municípios vizinhos, com o objetivo de facilitar o fluxo de veículos na Região Metropolitana. O traçado da via passa próximo a áreas ocupadas por comunidades tradicionais, incluindo o Quilombo do Abacatal, localizado entre Belém e Ananindeua.

De acordo com os manifestantes, o bloqueio foi decidido coletivamente como forma de cobrar definições concretas sobre prazos e execução das intervenções prometidas. Eles também alegam que as medidas compensatórias relacionadas aos impactos da obra ainda não foram plenamente cumpridas.

Moradores informaram que um representante da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra) esteve no local durante o protesto, porém não apresentou um cronograma formal indicando datas para o início e conclusão das obras reivindicadas pela comunidade.

Até o momento, não houve divulgação oficial de novas medidas ou prazos por parte do governo estadual em relação às demandas apresentadas pelos moradores.

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