Cidades

Caso Sara Raabe: Acusado de matar criança em Altamira vai a júri hoje (13), em Belém

Julgamento de Cleilton Oliveira Gomes ocorre após duas alterações de data; crime cometido em setembro de 2024 causou comoção no Pará

Por Daniel Vinagre
13/08/2026 às 12:14 • 2 min

Foto: reprodução

Um dos casos de maior repercussão no Pará no ano de 2024 vai a júri popular nesta quinta-feira (13), no Fórum Criminal de Belém, o réu Cleilton Oliveira Gomes, acusado do sequestro, estupro de vulnerável, homicídio qualificado e ocultação de cadáver da pequena Sara Raabe Silva do Nascimento, de apenas 5 anos. O crime ocorreu em setembro daquele ano, no município de Altamira, e gerou comoção em todo o estado.

A realização do julgamento na capital paraense ocorre após a data ser remarcada por duas vezes. A mudança para Belém foi determinado para garantir a segurança das partes e a imparcialidade dos jurados diante do forte apelo social da ocorrência na região do Xingu.

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Relembre o caso: Desaparecimento e buscas na mata

Sara Raabe desapareceu no dia 18 de setembro de 2024 enquanto brincava com o irmão de 10 anos nas proximidades do Ramal do Cupiúba, uma área de balneário na zona rural de Altamira. O desaparecimento mobilizou uma força-tarefa composta pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Exército e dezenas de voluntários ao longo de quatro dias.

O corpo da criança foi encontrado em 22 de setembro de 2024 em uma área de mata próxima ao bairro Viena. Cleilton Oliveira foi localizado e contido por moradores quando tentava fugir da cidade com uma sacola de roupas. Preso em flagrante, ele confessou o crime e indicou aos policiais o local onde havia ocultado o corpo.

Denúncia e mobilização social

De acordo com as investigações da Polícia Civil e a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), o acusado responde por:

  • Homicídio triplamente qualificado;
  • Estupro de vulnerável;
  • Sequestro e ocultação de cadáver.

A remarcação da data e o andamento do processo foram acompanhados de perto por entidades de defesa dos direitos da infância, como a Rede Lara Maria, que cobra a responsabilização penal do réu, o encerramento do processo com a devida resposta à família e o fortalecimento de políticas públicas de proteção a crianças no Pará.

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