O desaparecimento do pequeno José Artur Sousa Barros, de 1 ano e 7 meses, completa 15 dias e segue cercado de mistério e mobiliza autoridades no sudeste do Pará. O menino foi visto pela última vez no dia 26 de março de 2026, no Assentamento Lourival Santana, zona rural de Eldorado do Carajás.
A mais recente atualização é que o Ministério Público do Estado do Pará passou a acompanhar o caso de forma permanente e rigorosa. Segundo a promotora Daniela Gomes Fonseca, as investigações continuam sob sigilo, mesmo após o encerramento das buscas em campo.

Força-tarefa mobilizou diversas instituições
Desde o desaparecimento, uma força-tarefa foi montada reunindo:
- Polícia Civil
- Polícia Militar
- Polícia Científica
- Marinha do Brasil
- Defesa Civil
- Corpo de Bombeiros
- Ministério Público
Durante cerca de 10 dias, as equipes realizaram buscas intensas na região, com:
- Varreduras em áreas de mata (até 5 km de raio)
- Uso de cães farejadores
- Drones e imagens aéreas
- Sonar em rios e represas
- Mergulhadores
- Análise de câmeras de segurança
- Perícias em veículos
- Oitiva de moradores e familiares
Apesar da ampla mobilização, nenhum vestígio da criança foi encontrado.
Buscas foram encerradas, mas investigação continua
As buscas presenciais foram oficialmente encerradas no dia 4 de abril, após varredura completa na área. No entanto, o caso segue em investigação pelas polícias Civil e Federal.
De acordo com as autoridades, o fato de não haver indícios ou corpo localizado mantém a possibilidade de que a criança esteja viva. Agora, As buscas deixaram de ser concentradas no local e passaram a ser conduzidas pelas polícias Civil e Federal, que já acionaram delegacias de outros estados para ampliar o alcance das investigações.
Celulares da família são analisados
Como parte das diligências, a Polícia Civil apreendeu e realiza perícia nos celulares de familiares que estavam na residência no dia do desaparecimento.
Segundo relatos, os próprios familiares entregaram os aparelhos voluntariamente. A análise busca identificar informações que possam ajudar a esclarecer o caso.
Linhas de investigação
A polícia trabalha com diferentes hipóteses e não descarta nenhuma possibilidade até o momento.
Entre os pontos investigados:
- Possível sequestro:
Duas mulheres relataram ter visto uma criança semelhante a José Artur em um ônibus na BR-316, acompanhada de uma mulher e chorando bastante. - Carro suspeito:
Uma vizinha afirmou ter visto um veículo branco próximo à residência horas antes do desaparecimento. - Hipótese de perda na mata é considerada improvável:
Segundo investigadores, devido à idade da criança, seria pouco provável que ela conseguisse se deslocar sozinha por grandes distâncias sem ser encontrada. - Outras hipóteses já são consideradas
As autoridades consideram agora hipóteses como acidente, sequestro, homicídio com ocultação de cadáver ou até mesmo tráfico humano. - Denúncia anônima
Ainda no sábado (4), após denúncias anônimas, a polícia entrou em uma casa que fica a poucos metros da residência da família, à procura de pistas de Artur, mas nada foi encontrado. Segundo a denúncia, a criança teria sido levada para o local, mas não há indícios de que Artur tenha passado por lá.

Contradições em depoimentos
As investigações também apuram inconsistências nos relatos da família.
Inicialmente, a mãe, Jeiciara Souza, afirmou que lavava roupas com o companheiro enquanto a criança brincava. Posteriormente, mudou a versão, dizendo que estava sozinha e que o padrasto alimentava animais no momento do desaparecimento.
O padrasto também teria apresentado versões divergentes.
Ele já responde judicialmente por um crime de estupro de vulnerável ocorrido anos atrás, mas até o momento não há confirmação oficial de que seja suspeito neste caso.
MP reforça compromisso com elucidação
Em nota, o Ministério Público destacou que segue adotando novas estratégias investigativas e reafirmou o compromisso com a apuração completa dos fatos.
“O objetivo prioritário é localizar a criança com vida e esclarecer plenamente o caso”, informou o órgão.
Como ajudar
A Polícia Civil reforça o pedido para que qualquer informação que possa contribuir com as investigações seja repassada, de forma anônima, pelo Disque-Denúncia: 181
O caso segue em investigação.
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