A combinação entre o asfalto excessivo e as mudanças no clima tem aumentado o calor na capital paraense de forma preocupante. A falta de árvores e o excesso de concreto na cidade criam as chamadas ilhas de calor, que seguram o mormaço nas ruas. Essa situação fica ainda pior com a chegada do verão amazônico, época em que a chuva diminui bastante na região.
Para este ano, os meteorologistas alertam que o calor em Belém deve superar as marcas registradas no ano passado. Os termômetros devem marcar uma média de 36°C, mas o abafamento pode registrar picos ainda maiores nos dias mais secos. O grande culpado por essa mudança é o fenômeno El Niño, que esquenta as águas do Oceano Pacífico e muda o clima.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno impede a formação de nuvens e afasta as chuvas. Técnicos do município alertam que essa combinação perigosa pode fazer a temperatura atingir a marca histórica de 40°C. O calendário do clima mostra que as temperaturas vão subir a partir de julho e devem atingir o topo em setembro.
Enquanto o Norte sofre com a seca e o risco de queimadas, o El Niño causa o efeito oposto no Sul do país com tempestades. Nas ruas de Belém, o concreto absorve a quentura do sol e não deixa a cidade esfriar nem mesmo durante a noite. A falta de áreas verdes e de sombras nas principais avenidas ajuda a espalhar esse desconforto por todos os bairros.
Para tentar conter o problema, a prefeitura aposta no plantio de árvores através do projeto Belém Mais Verde. A meta do município é plantar um milhão de mudas pela cidade até o final da atual gestão. Os dados mais recentes mostram que mais de 17 mil árvores já foram plantadas na capital somente este ano.
Além de plantar árvores, a cidade começou a criar Sistemas Agroflorestais para recuperar o solo e produzir alimentos de forma limpa. O plano também envolve hortas comunitárias e jardins de chuva para ajudar a absorver a água e refrescar o ambiente. Essas ações buscam proteger Belém e preparar o município para enfrentar os dias cada vez mais quentes.
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