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Bandeira amarela é mantida e conta de luz continuará mais cara em julho

Por Vitoria Fesa
26/06/2026 às 22:00 • 2 min
Com a decisão, os consumidores continuarão pagando um acréscimo de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Marcelo Camargo /Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira (26) que a bandeira tarifária permanecerá amarela no mês de julho, mantendo o custo adicional nas contas de energia elétrica em todo o país. Com a decisão, os consumidores continuarão pagando um acréscimo de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

De acordo com a Aneel, a medida está relacionada às condições climáticas típicas desta época do ano. O período seco reduz o volume de água nos reservatórios das hidrelétricas, o que exige o acionamento de usinas termelétricas, cuja produção possui custo mais elevado.

A bandeira amarela está em vigor desde abril e reflete um cenário menos favorável para a geração de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN). A expectativa é que a estiagem continue influenciando a operação do setor elétrico nos próximos meses.

Entenda como funciona

O sistema de bandeiras tarifárias funciona como um indicador dos custos de produção da energia elétrica no país. Todos os meses, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avalia as condições dos reservatórios e a demanda energética para definir qual bandeira será aplicada.

Na prática, a bandeira verde representa condições favoráveis e não gera cobranças extras na conta de luz. Já a amarela e a vermelha indicam custos maiores para a geração de energia e resultam em acréscimos ao valor pago pelos consumidores.

Atualmente, a bandeira amarela acrescenta R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. Na bandeira vermelha, o valor sobe para R$ 4,46 no patamar 1 e chega a R$ 7,87 no patamar 2, quando os custos de geração são ainda mais elevados.

Diante desse cenário, o recomendado é que a população mantenha hábitos de consumo consciente para evitar impactos maiores no orçamento familiar, especialmente durante o período de seca, quando a produção de energia tende a ficar mais cara.

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