Após onda de protestos, Henvil suspende aumento em preços das passagens de balsas para Salvaterra

A decisão foi tomada durante uma reunião de representantes da comunidade, da empresa Henvil Transportes e da Secretaria de Segurança do Estado (Segup)

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Segurança do Estado (Segup), anunciaram com a empresa Henvil Transportes a suspensão do aumento da tarifa das passagens de balsas que provocou uma onda de protestos em Salvaterra, na Ilha do Marajó. A decisão foi tomada durante uma reunião ocorrida na noite de hoje, 20, presidida pelo titular da Segup, Ualame Machado, líderes quilombolas e representantes da empresa.

Agora, será montada uma comissão que se reunirá na segunda-feira (24) para alinhar o aumento de forma amigável. Com o anúncio, manifestantes que bloqueavam o trânsito na PA-154, de acesso à Comunidade Vila União Campina, recuaram e liberaram o tráfego na via.

A onda de protestos, que durou cinco dias, deixou vários feridos na comunidade, incluindo crianças. Os manifestantes entraram em confronto com a Polícia Militar, que utilizou bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar a população nesta quarta-feira (20). O protesto começou no domingo (16), quando indígenas e caminhoneiros bloquearam o acesso ao Porto Camará, de onde saem lanchas e balsas para Belém.

Em nota, a Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos de Transporte (Artran) informa que o reajuste nas tarifas é de responsabilidade da empresa que opera na região e não é determinado pelo Governo do Estado. Lembrando que a Artran é responsável pela regulação dos reajustes em tarifas.

Também em nota, a Segup informou “que policiais do Batalhão de Choque foram enviados ao Marajó para garantir a ordem publica, o acesso de ir e vir da população e a desobstrução da PA-154”.

Violência policial — Nesta quinta-feira, 20, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou a abertura de uma apuração das ações da Polícia Militar contra os manifestantes. De acordo com a denúncia, o protesto era pacífico, mas teria ficado violento por causa da repressão dos policiais. O órgão afirmou que policiais do Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas utilizam spray de pimenta e balas de borracha contra mulheres, idosos e crianças sem autorização judicial.

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