Após mortes e surto de casos de Doença de Chagas, MP e Vigilância Sanitária fiscalizam pontos de venda de açaí em Ananindeua - Estado do Pará Online

Após mortes e surto de casos de Doença de Chagas, MP e Vigilância Sanitária fiscalizam pontos de venda de açaí em Ananindeua

Operação reúne órgãos estaduais e municipais para conter transmissão oral da doença, que já soma mais de 40 casos e quatro mortes no município; ação faz parte de programa contínuo do Ministério Público.

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) deflagrou na manhã desta quinta-feira (19) uma operação de fiscalização em pontos de venda de açaí no município de Ananindeua, na região metropolitana de Belém. A medida é uma resposta ao surto de Doença de Chagas que já contabiliza mais de 40 casos confirmados e quatro óbitos, de acordo com informações da gestão municipal .

A ação é coordenada pelo Núcleo de Defesa do Consumidor (Nucon) do MPPA em parceria com as Promotorias de Justiça de Ananindeua, e conta com a participação de diversos órgãos estaduais e municipais, incluindo a Vigilância Sanitária e a Secretaria Municipal de Saúde. O objetivo principal é reforçar as boas práticas no processamento do açaí e reduzir o risco de transmissão oral da doença, uma das formas mais comuns de contágio na região.

Esta é a primeira vez que o Ministério Público realiza uma ação focada exclusivamente em Ananindeua desde o anúncio do surto. De acordo com o órgão, a gestão municipal já vinha adotando providências desde o surgimento dos primeiros casos, mas a fiscalização conjunta busca intensificar o controle e garantir que os comerciantes sigam os protocolos sanitários adequados.

A operação desta quinta-feira faz parte de um trabalho desenvolvido de forma articulada pelo MPPA com diferentes órgãos há cerca de três anos. O modelo de fiscalização já foi executado em mais de 17 municípios paraenses e segue o mesmo padrão aplicado em outras cidades do estado.

Além das inspeções nos estabelecimentos, estão previstas ações complementares como orientações aos comerciantes, ciclos de palestras e reuniões com profissionais da saúde. A proposta é ampliar a conscientização da população e, principalmente, dos batedores de açaí sobre as medidas de prevenção à transmissão oral da doença.

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