Após 100 dias de governo, Hana Ghassan promove mudanças no primeiro escalão e mantém áreas estratégicas da gestão estadual - Estado do Pará Online

Após 100 dias de governo, Hana Ghassan promove mudanças no primeiro escalão e mantém áreas estratégicas da gestão estadual

Reforma administrativa foi impulsionada, principalmente, pela desincompatibilização de secretários que disputarão as eleições de 2026; governo preservou nomes considerados estratégicos.

Governadora Hana Ghassan em coletiva nesta sexta-feira.
Agência Pará

Os primeiros 100 dias do governo de Hana Ghassan foram marcados por uma reestruturação no primeiro escalão da administração estadual, motivada principalmente pela saída de secretários que deixaram os cargos para disputar as eleições de 2026. As mudanças também serviram para consolidar a equipe da nova governadora, que assumiu o comando do Executivo paraense em 2 de abril.

Entre as principais alterações está a substituição de titulares em pastas estratégicas, como a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), onde Ed-Lin Anselmo de Lima assumiu o lugar de Ualame Machado, e na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que passou a ser comandada por Ricardo Nasser Sefer, após a saída de Rossieli Soares.

Também houve mudanças na Casa Civil, na Secretaria de Estado de Cultura (Secult), na Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) e na Secretaria dos Povos Indígenas (Sepi), além da renovação de dirigentes em fundações, autarquias e outros órgãos da administração indireta.

Ao todo, cerca de 20 secretários e dirigentes estaduais deixaram seus cargos no início de abril, em razão da legislação eleitoral ou por decisão administrativa. Como consequência, 11 secretarias passaram a contar com novos titulares ou gestores interinos.

Apesar das alterações, Hana Ghassan manteve nomes considerados estratégicos na estrutura do governo. Permaneceram à frente de suas respectivas pastas Vera Oliveira (Secom), Ruy Cabral (Seop), Paulo Bengtson (Sedeme), José Eduardo Pereira da Costa (Setur), Marco Antônio Sirotheau (Seap) e Raul Protázio Romão (Semas).

A manutenção desses secretários foi interpretada como um sinal de continuidade em relação à gestão do ex-governador Helder Barbalho, ao mesmo tempo em que a atual governadora inicia a formação de sua própria equipe administrativa.

A maior parte das mudanças ocorreu por força da legislação eleitoral, que exige o afastamento de ocupantes de determinados cargos públicos para a disputa das eleições. Além disso, o governo optou por promover secretários-adjuntos e técnicos da própria estrutura, priorizando a continuidade de programas e projetos em andamento.

Desde a posse de Hana Ghassan, não houve uma segunda reforma ampla do secretariado. As alterações realizadas após abril concentraram-se em nomeações para diretorias, presidências de fundações e outros cargos da administração pública estadual, publicadas no Diário Oficial, sem mudanças significativas no núcleo do governo.

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