Ananindeua destina mais de R$ 130 milhões para saneamento e lixo em 2026, mas população segue denunciando acúmulo de lixo nas ruas - Estado do Pará Online

Ananindeua destina mais de R$ 130 milhões para saneamento e lixo em 2026, mas população segue denunciando acúmulo de lixo nas ruas

Lei Orçamentária de 2026 autoriza milhões para limpeza urbana, enquanto população denuncia abandono em bairros de Ananindeua

Enquanto a Lei Orçamentária Anual (LOA) 2026 prevê R$ 67,3 milhões para ações de saneamento básico e outros R$ 63,1 milhões para limpeza urbana e gestão de resíduos sólidos, moradores de diversos bairros reclamam que o serviço público de coleta de lixo segue irregular e insuficiente.

Segundo o orçamento municipal aprovado para o próximo ano, a área de infraestrutura ambiental receberá um total de aproximadamente R$ 130,4 milhões. Desse montante, R$ 67,3 milhões são destinados a programas relacionados ao saneamento básico — como drenagem urbana, manejo de águas pluviais e esgotamento sanitário — e cerca de R$ 63,1 milhões foram previstos para limpeza urbana e gestão de resíduos sólidos, incluindo coleta e transporte de lixo.

Denúncias de acúmulo de lixo em bairros

Apesar da previsão orçamentária robusta, moradores de Ananindeua continuam convivendo com lixo acumulado nas ruas, o que tem gerado revolta e preocupação com a saúde pública.

Moradores do Distrito Industrial e Cidade Nova relatam que a coleta de lixo deixa de passar por semanas, deixando sacos e entulhos amontoados nas calçadas e até no meio das vias. Em algumas áreas, a sujeira chega a se espalhar em frente a residências e serviços essenciais, como hospitais e escolas, atraindo insetos e roedores e provocando mau cheiro constante. Segundo moradores ouvidos pela reportagem, a falta de regularidade no serviço tem levado alguns residentes a queimar os próprios resíduos, agravando problemas respiratórios provocados pela fumaça.

Cobrança e crise na gestão de resíduos

A população também aponta uma possível relação entre a precariedade do serviço e problemas na administração do contrato de coleta de lixo. Em 2025, o Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCMPA) suspendeu um contrato emergencial de R$ 12 milhões destinado à coleta, após identificar indícios de irregularidades e favorecimento na contratação da empresa responsável.

Apesar das queixas e do cenário local, a Prefeitura de Ananindeua tem tentado intensificar ações de fiscalização de descarte irregular de resíduos, com operações de orientação e fiscalização em pontos críticos da cidade. As autoridades municipais também reforçam que o descarte irregular é crime e pode ser denunciado pela população.

Com a previsão de recursos milionários no orçamento de 2026 para saneamento e gestão de resíduos, a expectativa da população agora é que a administração municipal efetive melhorias concretas, transformando os valores autorizados em resultados visíveis nas ruas.

A equipe do Estado do Pará Online (EPOL) aguarda posicionamento da prefeitura de Ananindeua sobre as áreas de acúmulo de lixo citadas pela reportagem.

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