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Análise: Ancelotti “abraça” as convicções e Seleção começa a dar resultado na Copa

Por Junior Cunha
20/06/2026 às 11:50 • 2 min

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A vitória por 3 a 0 em cima do Haiti colocou o Brasil de vez na Copa do Mundo de 2026. Além disso, confirmou algo que acompanha Carlo Ancelotti durante toda a carreira de treinador: a convicção.

Quando estreou contra Marrocos, há uma semana em Nova Jersey, nos Estados Unidos, Ancelotti foi incisivo ao falar que não havia gostado do desempenho da equipe e que faria mudanças para o confronto com o Haiti.

Bem, mudanças foram feitas. De fato. Mas não do que jeito que imaginavam. A semana da Seleção Brasileira contou com testes em todos os setores. Léo Pereira, Fabinho, Gabriel Martinelli, Matheus Cunha, Luiz Henrique e Danilo. Todos testados e alguns até cogitados para iniciar o jogo. Porém, somente Danilo e Matheus Cunha foram confirmados.

A, digamos, “ameaça” por mudanças drásticas na Seleção não se concretizou em peças, mas sim em atitude. E isso independe do adversário ser o Haiti, Marrocos, Escócia ou uma França.

O que foi visto na Filadélfia, nessa sexta-feira, 19, foi um conjunto mais forte que valorizou o individual dos atletas. Vini Junior – uma assistência e um gol – , Raphinha – um gol anulado -, Matheus Cunha – dois gols -, Casemiro e Lucas Paquetá – uma assistência. O “meio ataque” brasileiro funcionou como esperado e conduziu a primeira vitória na Copa de 2026.

O bom funcionamento dos homens de frente abriu espaço para valências como a de Douglas Santos chegando na área para finalizar pelo lado esquerdo e as estreias de Endrick – o queridinho do torcedor brasileiro – e Rayan. A dupla de atacantes, inclusive, entrou leve, mas muito em função do que já estava sendo feito em campo, com um placar construído e um adversário visualmente abatido.

Entre críticas, “reforma geral” e convicções, Ancelotti escolheu a última opção e mostrou que há uma luz ao final do túnel.

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