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Alepa aprova projeto que reconhece obra de Vital Lima como patrimônio cultural e imaterial do Pará

Proposta de autoria da deputada Lívia Duarte segue agora para sanção da governadora Hana Ghassan; cantor comemorou a homenagem após quase cinco décadas de carreira.

Por Estado do Pará Online
07/08/2026 às 16:39 • 3 min
Proposta de autoria da deputada Lívia Duarte segue agora para sanção da governadora Hana Ghassan; cantor comemorou a homenagem após quase cinco décadas de carreira.

Divulgação

A Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) aprovou por unanimidade, nesta semana, o projeto de lei que reconhece a obra do cantor e compositor paraense Vital Lima como patrimônio cultural e imaterial do estado. A proposta, apresentada pela deputada estadual Lívia Duarte (PSOL), segue agora para sanção da governadora Hana Ghassan (MDB).

Com uma trajetória de 48 anos dedicada à música, Vital Lima recebeu a notícia com emoção e agradeceu o reconhecimento concedido pelo Parlamento paraense. O artista afirmou ter sido surpreendido pela aprovação da matéria e destacou a importância da homenagem para sua história e para a cultura do estado.

“Fiquei muito honrado quando a obra de Nilson Chaves recebeu esse reconhecimento e agora me sinto igualmente feliz por ter minha trajetória valorizada. Sou grato à deputada Lívia Duarte, aos parlamentares e ao povo do Pará por essa homenagem”, declarou o cantor.

Nascido em Belém, em 23 de julho de 1955, Vital Lima é considerado um dos principais nomes da música popular paraense. Ao longo da carreira, lançou nove álbuns e construiu um repertório marcado por composições inspiradas na Amazônia e na identidade cultural da região.

Entre suas obras mais conhecidas está “Círios”, além de importantes parcerias com o cantor e compositor Nilson Chaves. Juntos, lançaram trabalhos como o álbum “Interior”, o DVD “Sina de Ciganos” e o projeto “Waldemar”, dedicado à obra do maestro Waldemar Henrique, reunindo canções como “Flor do Destino” e “Tempodestino”.

Embora tenha se mudado para o Rio de Janeiro em 1975, Vital Lima manteve forte vínculo com o Pará. Atualmente, divide seu tempo entre a capital fluminense e a ilha de Mosqueiro, em Belém.

Ao longo da carreira, o artista acumulou importantes conquistas. Em 1979, a canção “Pastores da Noite” integrou a trilha sonora da novela Memórias de Amor, da TV Globo. Também participou do Festival MPB-80, venceu o Festival Regional da Canção Popular de Cascavel, em 1984, com a música “Vale a Pena”, e teve o álbum “Waldemar” apontado entre os dez melhores do ano pela crítica do jornal O Globo.

Vital Lima também compôs trilhas para produções teatrais, incluindo O Cândido Chico Xavier e Bonequinha de Pano, adaptação da obra de Ziraldo, trabalho que lhe rendeu o Prêmio Maria Clara Machado de Melhor Canção/Trilha de Teatro Infantil em 2003.

Seu repertório foi gravado por diversos artistas brasileiros, entre eles Wanderléa, Simone, Fafá de Belém, Emílio Santiago, Elizeth Cardoso, Zé Renato, Walter Bandeira, Lucinha Bastos, Andréa Pinheiro, Marco André e Marisa Gata Mansa.

Com a aprovação do projeto na Alepa, a obra de Vital Lima passa a aguardar apenas a sanção do Poder Executivo para receber oficialmente o título de patrimônio cultural e imaterial do Pará, reconhecimento que reforça a contribuição do artista para a preservação e valorização da cultura paraense.

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