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Mulher que fingiu ter 12 anos para ser acolhida por família terá prisão domiciliar em SC

Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, foi condenada por estelionato e falsa identidade

Por Elielson Almeida
11/09/2026 às 10:08 • 3 min

Para sustentar a identidade falsa, mulher alegava ter autismo e dizia que características adultas eram resultado de alterações hormonais. (Foto: reprodução)

A mulher de 38 anos que fingiu ser uma adolescente de 12 anos para ser acolhida por uma família em Joinville, Santa Catarina, teve a progressão para prisão domiciliar autorizada pela Justiça. Amanda Maria Souza de Oliveira está presa desde junho, quando a farsa foi descoberta pela família que acreditava estar acolhendo uma menina vítima de maus-tratos.

A decisão prevê que a mudança do regime semiaberto para o aberto, com cumprimento em prisão domiciliar, passe a valer a partir de 20 de setembro. Amanda foi condenada a 1 ano, 6 meses e 10 dias de reclusão e quatro meses e 18 dias de detenção pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

Segundo o Poder Judiciário, a principal razão para a prisão domiciliar é a falta de vagas adequadas para o regime semiaberto feminino em Santa Catarina. O Presídio Feminino Regional de Joinville não possui pavilhão destinado a esse regime e não havia vaga disponível em outra unidade feminina do Estado.

Também foram considerados o bom comportamento de Amanda, a ausência de falta grave e o parecer favorável da Comissão Técnica de Classificação.

A prisão domiciliar terá regras específicas. Amanda deverá utilizar monitoramento eletrônico, permanecer recolhida durante a noite e ficar em casa durante fins de semana e feriados. Nos dias úteis, não poderá deixar o município.

Farsa durou mais de um ano

Amanda teria vivido por mais de um ano com a família em Joinville se passando por uma adolescente chamada Gabriele. Para sustentar a identidade falsa, dizia ter autismo e afirmava que características físicas adultas seriam consequência de alterações hormonais provocadas por supostos abusos sofridos na infância.

De acordo com a investigação, ela também adotava comportamentos infantis, utilizando mamadeira, chupeta e objetos associados à infância. A mulher chegou a receber festa de aniversário, quarto decorado e medicamentos durante o período em que permaneceu com a família.

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A farsa foi descoberta depois que uma familiar passou a desconfiar da história e encontrou informações na internet que apontavam para possíveis golpes semelhantes. Em depoimento, Amanda confessou ter repetido o esquema em outros cinco estados, incluindo casos em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ), Minas Gerais, Goiás e Ceará.

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