Esportes

PF autua Paysandu e empresa de segurança após jogo no Mangueirão

Fiscalização identificou problemas no projeto de segurança apresentado para a partida e capacitação inadequada de contratados para atuação em eventos

Por Giovanna Queiroz
08/09/2026 às 12:34 • 3 min
Polícia Federal

Foto: Reprodução / PF

A Polícia Federal autuou o Paysandu e a empresa de segurança privada contratada pelo clube após identificar irregularidades no planejamento de segurança para a partida realizada na segunda-feira (7), no Mangueirão, em Belém. O clube, como mandante do jogo, e a prestadora responsável pela vigilância foram alvo da fiscalização.

Segundo a PF, o projeto de segurança exigido para grandes eventos não havia sido aprovado pela corporação. O documento teria sido entregue de forma incompleta e fora do prazo previsto na regulamentação. A fiscalização também encontrou vigilantes que não possuíam o curso de extensão necessário para trabalhar em eventos sociais.

Uma equipe da Polícia Federal esteve no estádio antes da partida para verificar as condições da operação de segurança. A corporação informou que novas autuações ainda podem ocorrer caso outras irregularidades sejam constatadas.

A ocorrência envolvendo o time bicolor aconteceu um dia após situação semelhante no mesmo estádio. No domingo (6), o Remo e a empresa responsável pela segurança do jogo azulino também foram autuados pela PF por irregularidades. Apesar da semelhança entre os casos, as empresas contratadas pelos dois clubes são diferentes.

O que determina a legislação?

A Polícia Federal é responsável por controlar e fiscalizar empresas e profissionais que trabalham com segurança privada. As regras para o setor foram atualizadas com a entrada em vigor do novo Estatuto da Segurança Privada, em setembro de 2024.

Entre as determinações está a obrigatoriedade de comunicar à PF, com pelo menos 24 horas de antecedência, a realização de eventos que utilizem segurança privada. A comunicação deve incluir informações sobre os vigilantes empregados e a estimativa de público.

Nos eventos sociais com mais de mil pessoas, também é necessário apresentar um projeto de segurança assinado por um gestor de segurança privada. O documento deve conter informações como análise de risco e plano de contingência.

Profissionais de apoio e orientadores também podem trabalhar nos eventos, mas não estão autorizados a desempenhar atribuições exclusivas dos vigilantes, como revistas pessoais.

Desde a mudança na legislação, a Polícia Federal no Pará tem realizado reuniões, visitas técnicas e ações de orientação com clubes de futebol, órgãos de segurança e outros responsáveis pela organização de grandes eventos.

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