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“O prefeito não acolheu o projeto”, diz Homem-Peixe sobre falta de apoio em Belém

Ativista colombiano afirma que esperava maior apoio de prefeituras para levar a experiência da expedição a escolas e fazer palestras sobre preservação da Amazônia

Por Sarah Carvalho
02/09/2026 às 15:55 • 4 min

Reprodução: podcast Carta na Manga

O ativista ambiental colombiano Wilber Honório Muñoz, conhecido como Homem-Peixe ou “Super H”, afirmou que ficou decepcionado com a falta de apoio de governantes durante sua passagem pelo Pará. Em entrevista ao podcast Carta na Manga, o colombiano explicou a publicação em que disse estar “triste com Belém” e fez questão de diferenciar a postura dos gestores públicos da recepção que recebeu da população.

Segundo Wilber, a crítica não foi direcionada aos moradores de Belém, que, de acordo com ele, o acolheram durante a passagem pela capital paraense. A insatisfação seria com a falta de apoio institucional para o projeto ambiental “Amazonas a Pulmão”.

“Eu nunca falei da galera, eu nunca falei da gente. Eu falei dos governantes, porque eu sempre procuro os prefeitos”, afirmou.

O ativista explicou que buscava o apoio das prefeituras principalmente para ampliar o alcance da mensagem ambiental. Segundo ele, uma parceria com os municípios poderia facilitar o acesso a escolas e permitir a realização de palestras sobre a experiência vivida durante a expedição.

“Se o projeto se alinha com as prefeituras, o projeto pode ser mais lembrado, mais pronunciado, pode ser maior nas redes sociais. Muita gente vai entender, vai conhecer. A gente tem facilidade para chegar à escola, dar uma palestra, porque o prefeito é quem dá autorização para chegar à escola”, explicou.

Expectativa de apoio em Belém

Wilber contou que esperava encontrar em Belém uma estrutura que permitisse compartilhar a experiência da expedição com estudantes e ampliar a discussão sobre a preservação dos rios e da Amazônia.

“Fiquei muito triste porque eu achei que chegar a Belém ia dar essa possibilidade de chegar a muitas escolas, dar palestras, contar essa experiência, tudo. Mas Belém, os governantes não me apoiaram. O prefeito não acolheu o projeto”, declarou.

O colombiano também afirmou não compreender os motivos da falta de apoio e disse acreditar que recursos financeiros não seriam o principal obstáculo.

“Eu não sei que aconteceu, mas também outro prefeito falou besteira do projeto, outro aqui de Muaná. (…) Eu não entendi o que aconteceu. Por essa postura, frente ao projeto, dinheiro acho que não, porque eles têm. Então aí está essa dúvida. Eu não sei o que aconteceu”, disse.

Polêmica com prefeito de Muaná

A declaração ocorre após uma polêmica envolvendo o prefeito de Muaná, Marcos Paulo Barbosa Pantoja, e o ativista.

Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o prefeito, dentro de uma embarcação, fazendo comentários sobre o estado físico de Wilber durante uma das etapas da expedição. Nas imagens, Marcos Paulo afirma que o “Homem-Peixe” estaria cansado e fraco e questiona a realização da travessia.

O episódio ocorreu após Wilber realizar uma travessia de aproximadamente 24 quilômetros pela Baía do Marajó, na sexta-feira (28). Durante o percurso, a equipe de apoio chegou a perder o contato visual com o atleta devido às condições de baixa visibilidade provocadas pela maresia.

Buscas foram realizadas com lanchas, jet skis e drone, até que Wilber fosse localizado próximo à Vila do Conde, em Barcarena.

Após o episódio, o vídeo com as declarações do prefeito passou a circular nas redes sociais. A repercussão também foi mencionada por Wilber durante a entrevista ao podcast.

Projeto busca chamar atenção para a Amazônia

A expedição “Amazonas a Pulmão” é conduzida por Wilber como uma forma de chamar atenção para a preservação da Amazônia e para a poluição dos rios.

Conhecido como Homem-Peixe, o colombiano percorre rios e trechos da região a nado, utilizando o desafio esportivo como estratégia para ampliar a visibilidade da causa ambiental.

A chegada a Belém marcou uma das etapas de uma jornada que, segundo Wilber, busca não apenas estabelecer um feito esportivo, mas também levar a mensagem de preservação para o maior número possível de pessoas.

Importante para publicação: como a fala sobre a postura do prefeito de Muaná parte exclusivamente do relato do ativista, eu manteria expressões como “segundo Wilber”, “afirmou o ativista” e “de acordo com o colombiano” ao longo da matéria. Isso protege bem a matéria jornalisticamente.

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